Aprendendo a se informar...
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Novo campo de estudos multidisciplinar integra Ciência, Tecnologia e Sociedade
Ciência, Tecnologia e Sociedade
Livro sintetiza conhecimento adquirido na UFSCar sobre novo campo de
estudos multidisciplinar que integra ciência, tecnologia e sociedade.
A relevância dos temas científicos e tecnológicos na determinação das condições de vida dos seres humanos levou à formação de um novo campo de pesquisas conhecido como Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS).
O livro Ciência, tecnologia e sociedade: desafios da construção do conhecimento, que acaba de ser lançado, tem como objetivo sintetizar o conhecimento sobre CTS adquirido por docentes, pesquisadores e alunos da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).
Organizado por Wanda Hoffmann, professora do Departamento de Ciência da Informação e do Programa de Pós-Graduação em Ciência, Tecnologia e Sociedade da UFSCar, o livro reúne ensaios sobre temáticas que envolvem diferentes perspectivas a respeito da CTS.
Saiba mais na Clínica do Texto:
http://clinicadotexto.wordpress.com/2011/04/27/conhecimento-em-construcao-campo-de-estudos-multidisciplinar-integra-ciencia-tecnologia-e-sociedade/
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Só agora temos acesso ao clip de Michael Jackson censurado nos EUA!
Não deixe de ver, e ouvir... Excelente!
EARTH SONG by MICHAEL JACKSON (CENSURADO NOS EUA)
O vídeo é do single de maior sucesso de Michael Jackson no Reino Unido, que não foi nem "Billie Jean", nem "Beat it", e sim a ecológica "Earth Song", de 1996.
A letra fala de desmatamento, queimadas, sobrepesca e poluição, e, por um pequeno detalhe, talvez você nunca terá a oportunidade de assistir na televisão. O detalhe: "Earth Song" nunca foi lançada como single nos Estados Unidos, historicamente o maior poluidor do planeta. Por isso a maioria de nós nunca teve acesso ao clipe.
Vejam, então, o que os americanos nunca mostraram de Michael Jackson. Filmado em África, Amazônia, Croácia e New York.
http://sorisomail.com/email/12091/clip-censurado-nos-eua--mickael-jackson-.html
terça-feira, 10 de março de 2009
Homem X Biblioteca
"Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta"
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segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
“Se Deus não existe, então tudo é permitido” - Dostoievski
Sobre a obra: Crime e castigo
Uma novela policial que ultrapassa de longe a fronteira de seu gênero. Um estudante de direito sem dinheiro, inquilino de uma agiota, com uma irmã à beira de um casamento por interesse e uma mãe passando necessidades. O fermento para um possível crime está armado e é nesse drama que mergulha o personagem Rodion Raskolnikov.
A cada capítulo, uma revelação e um mote para um dos debates mais antigos da humanidade: existe o direito de matar?
Publicado em 1866, o livro "Crime e Castigo" foi sucesso imediato na Rússia e acabou alcançando rapidamente o status de um dos clássicos da literatura mundial.
Sobre o autor: Dostoiévski
No dia 11 de novembro de 1821, em Moscou, nasceu Fiódor Mikhailovich Dostoiévski, um dos mais célebres escritores da humanidade e considerado um dos pais do existencialismo. Estudou em escola militar e tinha epilepsia, à semelhança do escritor brasileiro Machado de Assis.
Tradutor e desenhista, foi preso por agitação social em 1849 e condenado à morte. Já no patíbulo, prestes a ser enforcado, a sua pena foi comutada por quatro anos em um presídio na Sibéria.
Aclamado em vida pela crítica literária da época, Dostoiévski morreu no dia 9 de fevereiro de 1881 em São Petesburgo.
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Fonte:http://www.livroclip.com.br/index.php?acao=hotsite&cod=6#
Comentário “EducaRede”
Uma das obras mais conhecidas de Dostoiévski, esse livro conta a história de Raskólnikov, um jovem estudante de São Petersburgo (Rússia) que abandona a faculdade por falta de dinheiro. A família e amigos convivem com a miséria e a falta de perspectiva, tendo de submeter-se a situações humilhantes para sobreviver. Para se manter, Raskólnikov apela para a penhora de pequenos objetos de estimação familiar que negocia com Aliena Ivanóvna, uma velha e impiedosa usurária.
Homem extremamente sensível e erudito, Raskólnikov cria a teoria do crime permitido, baseado em uma divisão das pessoas em “ordinárias” e “extraordinárias”. Ao analisar os grandes assassinos da História, entre os quais inclui Napoleão, chega à conclusão de que certos assassinatos, quando executados por pessoas “extraordinárias”, acabam beneficiando a sociedade. Decide, com base nessa teoria própria, fazer um bem à sociedade matando a velha usurária que o explora.
Todo o livro, então, passa a contar o sofrimento do nosso herói, advindo da idéia desse assassínio. Muitos personagens se mesclam à trajetória de Raskólnikov, e a interação entre eles se dá por uma das marcas do estilo de Dostoiévski, a polifonia. Trata-se de uma engenhosa arquitetura de vozes que se provocam, sondam-se mutuamente, antecipam réplicas.
Crime e Castigo foi escrito na fase madura do escritor, cujas reflexões filosóficas e experiência literária aparecem em sua melhor forma. A única tradução do livro direta para o português do Brasil saiu em 2001, pela editora 34. Mas há várias outras boas traduções para a nossa língua.
Fontes consultadas
Café Dostoiévski: http://www.cafedostoievski.pop.com.br/dostoievski/index2.html, visitado em 08/02/2006.
BEZERRA, Paulo. “Nas sendas de Crime e Castigo”. In: Crime e Castigo, Fiódor Dostoiévisk, São Paulo: Editora 34, 2001.
ARBAN, Dominique. Dostoievski. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1989.
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terça-feira, 4 de novembro de 2008
HINO AO SONO, Castro Alves
Ó Sono! Ó noivo pálido
Das noites perfumosas,
Que um chão de nebulosas
Trilhas pela amplidão!
Em vez de verdes pâmpanos,
Na branca fronte enrolas
As lânguidas papoulas,
Que agita a viração.
Nas horas solitárias,
Em que vagueia a lua,
E lava a planta nua
Na onda azul do mar,
Com um dedo sobre os lábios
No vôo silencioso,
Vejo-te cauteloso
No espaço viajar!
Deus do infeliz, do mísero!
Consolação do aflito!
Descanso do precito,
Que sonha a vida em ti!
Quando a cidade tétrica
De angústia e dor não geme...
É tua mão que espreme
A dormideira ali.
Em tua branca túnica
Envolves meio mundo.
E teu seio fecundo
De sonhos e visões,
Dos templos aos prostíbulos
Desde o tugúrio ao Paço,
Tu lanças lá do espaço
Punhados de ilusões!...
Da vide o sumo rúbido,
Do hatchiz a essência,
O ópio, que a indolência
Derrama em nosso ser,
Não valem, gênio mágico,
Teu seio, onde repousa
A placidez da lousa
E o gozo de viver...
Ó sono! Unge-me as pálpebras..
Entorna o esquecimento
Na luz do pensamento,
Que abrasa o crânio meu.
Como o pastor da Arcádia,
Que uma ave errante aninha...
Minh'alma é uma andorinha...
Abre-lhe o seio teu.
Tu, que fechaste as pétalas
Do lírio, que pendia,
Chorando a luz do dia
E os raios do arrebol,
Também fecha-me as pálpebras...
Sem Ela o que é a vida?
Eu sou a flor pendida
Que espera a luz do sol.
O leite das eufórbias
P'ra mim não é veneno...
Ouve-me, ó Deus sereno!
Ó Deus consolador!
Com teu divino bálsamo
Cala-me a ansiedade!
Mata-me esta saudade,
Apaga-me esta dor.
Mas quando, ao brilho rútilo
Do dia deslumbrante,
Vires a minha amante
Que volve para mim,
Então ergue-me súbito...
É minha aurora linda...
Meu anjo... mais ainda...
É minha amante enfim!
Ó sono! Ó Deus noctívago!
Doce influência amiga!
Gênio que a Grécia antiga
Chamava de Morfeu,
Ouve!... E se minhas súplicas
Em breve realizares...
Voto nos teus altares
Minha lira de Orfeu!
Fonte: http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=86837
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
De sua poltrona ele governava o mundo: a metamorfose
Sobre a obra A metamorfose, de Franz Kafka
A Metamorfose é uma das mais conhecidas obras de Franz Kafka. Foi escrita em 1912, quando o autor tinha 29 anos.
Na história, um homem acorda transformado em um inseto e precisa aprender a lidar com a nova situação.
Trata-se de uma revelação do desespero humano perante o absurdo e opressão do mundo.
Sobre o autor
Franz Kafka nasceu em 3 de julho de 1883 na cidade de Praga, que na época estava sobre influência da monarquia austro-húngara. Era filho de um comerciante judeu, o que fez com que as culturas judaica, tcheca e alemã marcassem a sua formação.Formou-se em Direito e exerceu cargos burocráticos durante a vida marcada pela solidão e por uma relação conturbada com o pai.
Além de A Metamorfose, outras obras célebres são “O Processo” (1925), "O Castelo" (1926), além de vários contos e diários, como “Carta ao Pai” (1919).
Suas obras são marcadas por uma atmosfera asfixiante e opressora, com situações de angústia que culminaram na criação do adjetivo “kafkiano”.
Kafka não obteve fama e sucesso com seus livros em vida, sendo a maioria editado postumamente por iniciativa do amigo Max Brod.
O escritor morreu em 3 de junho de 1924, vítima de tuberculose.
fonte: http://www.livroclip.com.br/?acao=hotsite&cod=5
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
PARA ALGUNS AMIGOS...
o som da esperteza
o som do céu e do mar.
o aperitivo de uma noite amarga.
amigos amargos que
discutem quem fará o elogio fúnebre,
semi-homens amargos tentando roubar suas mulheres,
semi-mulheres amargas se deixando roubar.
me levou 15 anos para humanizar a poesia
mas será preciso mais do que eu
para humanizar a humanidade.
as boas almas não irão fazê-lo
a anarquia não irá fazê-lo
pretos
amarelos
índios
latinos
eles não irão fazê-lo.
acredito na força da mão sangrenta
acredito no gelo eterno
eu exijo que nós morramos
de lábios azuis e sorrindo contra a impossibilidade
de nós mesmos
esticados sobre nós mesmos.
nos encontramos, uma vez,
numa adega escura de Barcelona, mas então
nos separamos. Afinal
algumas pessoas foderão um poste de luz sob
o luar.
meu elogio? quem o lerá? ao menos terei uma
sepultura? quem ficará feliz no meu
enterro? mais um maldito gênio se
foi. idiotas adoram enterrar
deuses.
enquanto isso esperam que minha máquina de escrever falhe,
que meu amor diminua, que minha esperança diminua,
que minha dor aumente.
ah, meus amigos todos me desejam o
melhor das coisas.
idiotas que discursam raivosos de porta em porta
venham todos
para jogar seu veneno especial sobre mim e sobre
as pequenas coisas que são
minhas.
pequenas crianças-rato do universo
aproveitem o fato de que eu vos permiti insultar-me
aproveitem o fato de que eu abri a porta
aproveitem o fato de que eu ou envelheci
ou desapareci com o tempo.
ah, meus amigos
meus amigos
meus amigos.
[by C. B., Trad. Especial para a Clínica do Texto]