<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3542655961763439338</id><updated>2009-12-18T02:20:34.202-08:00</updated><title type='text'>CLÍNICA DO TEXTO &amp; INFORMAÇÃO</title><subtitle type='html'>Editor: Bacharel em Lingüística pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (USP); discente do último ano do curso de Biblioteconomia e Documentação da Escola de Comunicações e Artes-USP.
Editor do blog: https://clinicadotexto.wordpress.com/

e-mail: clinicadotexto@gmail.com</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://clinicadotexto.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3542655961763439338/posts/default?orderby=updated'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clinicadotexto.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Clínica do Texto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10666775647648713794</uri><email>clinicadotexto@gmail.com</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>14</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3542655961763439338.post-1533818046593502036</id><published>2008-08-27T12:01:00.000-07:00</published><updated>2009-11-27T06:04:19.691-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reforma Agrária'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Constituição do Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Raposa do Sol'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Indígenas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antropologia brasileira'/><title type='text'>DA TABA À ALDEIA GLOBAL: SEM FÉ... SEM REI... NEM LEI...</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A feição deles é serem pardos, um tanto avermelhados, de bons rostos e bons narizes, bem feitos. Andam nus, sem cobertura alguma. Nem fazem mais caso de encobrir ou deixa de encobrir suas vergonhas do que de mostrar a cara. Acerca disso são de grande inocência. Ambos traziam o beiço de baixo furado e metido nele um osso verdadeiro, de comprimento de uma mão travessa, e da grossura de um fuso de algodão, agudo na ponta como um furador. Metem-nos pela parte de dentro do beiço; e a parte que lhes fica entre o beiço e os dentes é feita a modo de roque de xadrez. E trazem-no ali encaixado de sorte que não os magoa, nem lhes põe estorvo no falar, nem no comer e beber.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;[...] &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Outros traziam carapuças de penas amarelas; e outros, de vermelhas; e outros de verdes. E uma daquelas moças era toda tingida de baixo a cima, daquela tintura e certo era tão bem feita e tão redonda, e sua vergonha tão graciosa que a muitas mulheres de nossa terra, vendo-lhe tais feições envergonhara, por não terem as suas como ela.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Porto Seguro, Ilha de Vera Cruz, sexta-feira, &lt;span style="font-size:100%;"&gt;1&lt;/span&gt;o. maio de 1500 - Pero Vaz de Caminha)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lvdOfE6N7_w/SLWmHRdkI7I/AAAAAAAAAEo/NXWSLJyuL7Y/s1600-h/Dois.curumins.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5239276385392141234" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lvdOfE6N7_w/SLWmHRdkI7I/AAAAAAAAAEo/NXWSLJyuL7Y/s400/Dois.curumins.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;Talvez, o dia 27 de agosto de 2008 seja sempre lembrado como a data em que impusemos uma segunda derrota aos infelizes indígenas da Terra brasilis. Não somos capazes de entender os segredos do outro, pois "o outro guarda um segredo: o segredo do que eu sou", já o disse Jean Paul Sartre. Quiçá, eu esteja enganado... A história é quem dirá. Leia a seguir entrevista do professor Viveiros de Castro, antropólogo do Museu Nacional da UFRJ, para quem os conflitos na reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima, são a prova deste insuperável estranhamento que ainda conservamos em relação aos índios até os dias de hoje.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lvdOfE6N7_w/SLW3ghi0tXI/AAAAAAAAAFQ/OOKFW7eEdO8/s1600-h/India.brasileira.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5239295510903567730" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lvdOfE6N7_w/SLW3ghi0tXI/AAAAAAAAAFQ/OOKFW7eEdO8/s400/India.brasileira.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;_________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);"&gt;'NÃO PODEMOS INFLIGIR UMA SEGUNDA DERROTA A ELES'&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Por Flávio Pinheiro e Laura Greenhalgh, de O Estado de S.Paulo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;SÃO PAULO - Eduardo Viveiros de Castro, professor do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, é considerado "o" antropólogo da atualidade. Dele diz Claude Lévi-Strauss, seu colega e mentor, seguramente um dos maiores pensadores do século 20: "Viveiros de Castro é o fundador de uma nova escola na antropologia. Com ele me sinto em completa harmonia intelectual". Quem há de questionar o mestre frânces que, nos anos 50, sacudiu os pilares das ciências sociais com a publicação de Tristes Trópicos, relato de experiências com os índios brasileiros nos anos 30?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lvdOfE6N7_w/SLWoUpW-J0I/AAAAAAAAAE4/rwTp52nsWfg/s1600-h/Viveiros+de+Castro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5239278814168491842" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lvdOfE6N7_w/SLWoUpW-J0I/AAAAAAAAAE4/rwTp52nsWfg/s400/Viveiros+de+Castro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Pois muitos questionam Viveiros de Castro. E muitos o criticarão por esta entrevista ao caderno Aliás. Numa semana em que os conflitos entre índios e rizicultores (informalmente tratados de "arrozeiros"), lá na distante reserva Raposa Serra do Sol (Roraima), ganharam estridência e manchetes de jornais, o professor sai em defesa dos macuxis, wapixanas e outros grupos indígenas que habitam uma faixa de terra contínua de 1,7 milhão de hectares, palco de discórdias que sintetizam 500 anos de Brasil. A estridência ficou por conta de uma palestra do general Augusto Heleno, comandante militar da Amazônia, feita no Clube Militar do Rio de Janeiro. O general foi contundente: disse que a política indigenista é lamentável e caótica, ganhando imediata adesão de seus pares. Augusto Heleno, que chefiou a missão brasileira no Haiti, também bateu pesado ao reagir contra a decisão da Justiça que determina a saída dos não-índios da reserva: "Como um brasileiro está impedido de entrar numa terra porque ela é indígena? Isso não entra na minha cabeça."&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Também não entra na cabeça de Viveiros de Castro que os indígenas possam ser vistos como ameaça à soberania nacional. Ao contrário, entende que eles contribuem com a soberania. Atribui tanta polêmica ao alto grau de desinformação em torno das reservas existentes no País e, em particular, da Raposa Serra do Sol. "As terras não são dos índios, mas da União. Eles têm o usufruto, o que é bem diferente. Já os arrozeiros querem a propriedade." O entrevistado contesta números, analisa o modelo de colonização da Amazônia e tenta desfazer discursos que, na sua opinião, são alarmistas. Mas é condescendente com o general: "Ele está sendo usado neste conflito. É claro que o Exército tem de atuar lá, defendendo nossas fronteiras. Mas o que está em jogo são os interesses em torno de uma questão fundiária".&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Ex-professor da École de Hautes Études en Sciences Sociales, de Paris, da Universidade de Chicago e da Universidade de Cambridge, Viveiros de Castro é autor de vários livros, entre eles, Arawete, os Deuses Canibais (Zahar), que resulta de pesquisa de campo com índios do Pará, e A Inconstância da Alma Selvagem (Cosac &amp;amp; Naify), uma coletânea de ensaios que revela sua principal contribuição para a antropologia. Trata-se do "perspectivismo amazônico", a proposição teórica que guia todas as suas formulações. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Existe risco para a soberania nacional na reserva Raposa Serra do Sol, como crê o general?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Existe, sim, uma questão de soberania do governo ao ser contestado publicamente por um membro das Forças Armadas. O general polemiza com uma decisão que, como todo mundo diz, não se discute, apenas se executa. A argumentação de que a reserva indígena represente um problema de soberania está mal colocada. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Por quê?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Há outras reservas em terras contínuas, em fronteiras. É o caso da Cabeça de Cachorro, no município de São Gabriel da Cachoeira, no Estado do Amazonas. E o Exército está lá, como deveria estar. A área indígena não teria como impedir a presença dos militares. O que a área indígena não permite é a exploração das terras por produtores não-índios. Dizer que o Exército não pode atuar é um sofisma alimentado por políticos e fazendeiros que agem de comum acordo, numa coalizão de interesses típica da região. Roraima é um Estado que não se mantém sozinho, ou melhor, que depende do repasse de recursos federais. Um lugar onde 90% dos políticos nem sequer são nativos. Onde o maior arrozeiro, que está à frente do movimento contra a reserva, arvora-se em defensor da região, mas veio de fora. É um gaúcho que desembarcou por lá em 1978, e não há nada de mal nisso, mas combate os índios que justamente servem de "muralha dos sertões", desde os tempos da colônia. Os índios foram decisivos para que o Brasil ganhasse essa área, numa disputa que houve no passado com a Guiana, portanto, com a Inglaterra. Dizer que viraram ameaça significa, no mínimo, cometer uma injustiça histórica. Até o mito do Macunaíma, que foi recolhido por um alemão, Koch-Grünberg, e transformado por um paulista, Mário de Andrade, foi contado por índios daquela área, os macuxis, os wapixanas. Eles são co-autores da ideologia nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lvdOfE6N7_w/SLWo2I3dVBI/AAAAAAAAAFI/PK8MXkRoGo8/s1600-h/reservaraposadosol.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5239279389561934866" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lvdOfE6N7_w/SLWo2I3dVBI/AAAAAAAAAFI/PK8MXkRoGo8/s400/reservaraposadosol.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;As manifestações do general remetem ao discurso dos militares nos anos 70, que dava ênfase à idéia de tirar os índios da tutela do Estado?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Não sei. O general diz: "Sou totalmente a favor dos índios". Imagine então o contrário, um índio indo para a televisão dizer que é totalmente a favor dos generais. Esquisito, não? Vamos pensar: o general não quer matar os índios. Quer que virem brancos? E quem é branco no Brasil? Na Amazônia todo mundo é índio. Inclusive boa parte das Forças Armadas na região é composta por gente que fala o português, mas se identifica como índio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Esse conflito na Raposa tem por volta de 30 anos. Em 2005, quando o presidente Lula homologou as terras, selou-se o compromisso de retirar, no prazo de um ano, os produtores rurais que estavam dentro da área reservada. Parecia que todo mundo ficara de acordo. Por que a situação se deteriorou?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Há o jogo político. Disseminam-se inverdades, como a de que a área da reserva ocupa 46% de Roraima, quando apenas ocupa 7%. As terras indígenas de Roraima, somadas, dão algo como 43% do Estado. Mas a Raposa tem 7%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ou, 1,7 milhão de hectares.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O que não é um absurdo. As terras de índios são 43% ao todo, porém, até 30, 40 anos atrás, eram 100%. E o que acontece hoje com os 57% que não são terras de índios? São ocupados por uma população muito pequena, algo em torno de 1 milhão de pessoas. O que é isso? É latifúndio. Sabe quantos são os arrozeiros que exploram terras da reserva? Seis. Não há dúvida de que o que se quer são poucos brancos, com muita terra. Outra inverdade: as terras da reserva são dos índios. Não são. Eles não têm a propriedade, mas o usufruto. Porque as terras são da União. E a União tem o dever constitucional de zelar por elas. Já os arrozeiros querem a propriedade. As notícias que temos são as de que, desde a homologação, produtores rurais que estão fora da lei já atacaram quatro comunidades indígenas, incendiaram 34 casas, arrebentaram postos de saúde, espancaram e balearam índios. Paulo César Quartiero, o arrozeiro-mor, foi preso na semana passada por desacato à autoridade. Já está solto, mas, enfim, esse é o clima de hostilidade que reina por lá. Sinceramente, acho que o general Heleno está sendo usado por esses tubarões do agronegócio, que o envolvem numa questão de soberania totalmente artificial. O general cai nessa e vem com uma tese de balcanização, que não faz o menor sentido. Ele disse à imprensa: "O risco de áreas virem a se separar do território brasileiro, a pedido de índios e organizações estrangeiras, pode ser a mesma situação que ocorreu em Kosovo". Muito bem, o general raciocina como se nós fôssemos os sérvios? Por acaso seria o Brasil a Sérvia e os índios, minorias que precisam ser eliminadas? Não estou entendendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que se questiona na Raposa é a criação de uma reserva enorme, em área contínua.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;A declaração do ministro Gilmar Mendes a esse respeito é espantosa. Ele defende a demarcação de ilhas, e não de terras extensas. Em primeiro lugar, não sabia que ministro do Supremo é demarcador de terras. Demarcar é ato administrativo, cabe ao governo, não ao Judiciário. Em segundo lugar, as terras indígenas já são um arquipélago no Brasil. Acho curiosa essa expressão: demarcar em ilhas. Significa ilhar, isolar, separar. Demarcar de modo que um mesmo povo fique separado de si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Existe o risco de reivindicação de autonomia por parte dos índios?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;A terra ianomâmi está demarcada desde o governo Collor e nunca houve isso. Alguém imagina que os ianomâmis queiram reivindicar um Estado independente, justamente um povo que vive numa sociedade sem Estado? Chega a ser engraçado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E se eles foram manipulados por interesses estrangeiros?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Empresas e cidadãos estrangeiros já são proprietários de partes consideráveis do Brasil. Detêm extensões enormes de terra e parece não haver inquietação em relação a isso. Agora, quando os índios estão em terras da União, que lhes são dadas em usufruto, daí fala-se do risco de interesses estrangeiros. A Amazônia já está internacionalizada há muito tempo, não pelos índios, mas por grandes produtores de soja ligados a grupos estrangeiros ou pelas madeireiras da Malásia. O que não falta por lá é capital estrangeiro. Por que então os índios incomodam? Porque suas terras, homologadas e reservadas, saem do mercado fundiário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;É uma questão fundiária?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;É. Essa história de soberania nacional serve para produzir pânico em gente que vive longe de lá. É claro que o Exército tem de cumprir sua missão constitucional, que não é a de ficar criticando o Executivo, é proteger fronteiras, fincar postos de vigilância, levar seus batalhões, criar protocolos de convivência com as populações locais. Mas o que prevalece é o conflito fundiário e a cobiça pelas terras. Veja o que aconteceu no Estado do Mato Grosso. O que fez esse governador (Blairo Maggi), considerado um dos maiores desmatadores do mundo? Derrubou florestas para plantar soja, com o consentimento do presidente da República, diga-se de passagem. Hoje o Estado do Mato Grosso deveria se chamar Mato Fino. Virou um mar amarelo. O único ponto verde que se vê ao sobrevoá-lo é o Parque Nacional do Xingu, reserva indígena. O resto é deserto vegetal. Uma vez por ano, o deserto verdeja, hora de colher soja. Depois, dá-lhe desfolhante, agrotóxico... E a soja devasta a natureza duplamente. Cada quilo produzido consome 15 litros de água. Em Roraima não se deve bater de frente com o Planalto. Representa esse Estado o senador Romero Jucá, que é pernambucano e hoje atua como líder do governo. Jucá tem interesses claros e bem definidos. É dele o projeto que regulamenta a mineração em terras indígenas. Regulamenta, não. Libera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ele foi presidente da Funai.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Num momento particularmente infeliz da política indigenista brasileira. Olha, não há nada de errado em ser gaúcho ou pernambucano e fazer a vida em Roraima. Mas não precisa isolar as comunidades e solapar seus direitos. Outra aspecto precisa ser lembrado: até que saísse a homologação da Raposa, o que demorou anos e anos, muito foi tirado de lá. A sede do município de Uiramutã, com 90% de índios entre seus moradores, foi transferida para fora da área. Estradas federais cortam a reserva, bem como linhas de transmissão elétrica. A rigor, já não é uma terra tão contínua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O general diz que a política indigenista no Brasil é lamentável e caótica. Concorda com ele?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Partindo dele, a declaração não chega a ser um furo de reportagem. Creio que essa política anda melhor hoje. Em alguns aspectos tem problemas, sim, como nos programas de saúde para populações indígenas, desastrosos desde que passaram para a coordenação da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Tem havido desmandos e irregularidades em toda parte. Mas do ponto de vista de relacionamento dos indígenas com os poderes da República, as coisas não estão tão mal assim.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Os índios são instrumentalizados no Brasil?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Que poderes os instrumentalizariam? A Igreja? Hoje não podemos falar só em Igreja, no singular, mas em igrejas. Porque lá estão os católicos e os evangélicos. Sei que a Igreja Católica não tem tido uma relação muito boa com o Exército e com os políticos na região da Raposa, mas isso é superável. Falta, a meu ver, um esforço da própria Igreja para melhorar a visão do problema e ganhar mais senso político. E as ONGs? Instrumentalizam? Hoje quase todo deputado no Congresso tem ONG própria. Então as relações não-governamentais ganharam uma capa sombria, mas o fato é que existe organização de todo tipo, assim como existe cidadão de todo tipo. Há bandidagem na Amazônia? Claro que há. Índio é santo? Claro que não. Mas será que aqueles carros de luxo contrabandeados pelo filho do governador de Rondônia entram pelas áreas indígenas? Tenho minhas dúvidas. Por que o Exército não impede esse contrabando, que também é uma afronta à soberania? Historicamente, seguimos o modelo de colonização segundo o qual é preciso bandido para povoar e defender certas faixas. Fronteira é feita por toda a sorte de gente. E o Estado parece ter um discurso ambíguo: protesta porque tem gente fora da lei na fronteira, mas, ao mesmo tempo, precisa dos fora-da-lei para fazer o que não é possível legalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O índio é imune à bandidagem?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O índio tem a mesma galeria de problemas de qualquer ser humano. E tem, de fato, uma situação especial no Brasil. Porque este país reconhece direitos originários e isso, por si só, é um gesto histórico de proporções imensas. O País reconhece que tem uma dívida para com os índios. Apesar disso, reina uma abissal ignorância sobre a realidade desses povos de quem somos devedores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Por quê?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O brasileiro vive um complexo que eu chamaria de a nostalgia de não ser europeu puro. Isso também se traduz no medo de ser confundido com índio. É um complexo de inferioridade. Ser "um pouco índio" até cai bem na medida em que existe uma certa simpatia com a idéia de mistura de raças, o que também não deixa de ser ambíguo. Por outro lado, o estereótipo clássico do índio, aquele sujeito de cocar e tanga, cada vez menos espelha a realidade. O caboclo da Amazônia pode ter hábitos tipicamente indígenas, mas é também o sujeito que vê televisão, fala ao telefone, como nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tem-se uma percepção disseminada de que o Brasil foi habitado por índios primitivos, diferentes dos incas, maias ou astecas, cujas civilizações eram até resplandescentes.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Talvez. O México realmente produziu uma forte identificação com povos que foram esmagados pelo colonizador. Aqueles índios fizeram uma civilização mais parecida com a que havia na Europa, com seus palácios, templos, sacerdotes, um aparato que realmente não aconteceu por aqui. Agora, há muito desconhecimento dos índios brasileiros, e isso em parte é culpa nossa, antropólogos, que precisamos demonstrar melhor as soluções originais de vida que esses povos encontraram. Soluções para atingir uma forma de organização social bem-sucedida, no que diz respeito à satisfação de suas necessidades básicas. Não os vejo como índios pobres, mas originais. Considerando a história da espécie humana neste planeta, penso que não estamos em condição de dar lição a ninguém. Nós, os não-índios, tivemos uma capacidade imensa de criar excedentes e uma dificuldade quase congênita de fazer com que sejam usufruídos por todos, de maneira eqüitativa. Articulamos a desigualdade e deixamos para alguém a conta a pagar. Os índios desenvolveram um processo civilizatório mais lento, certamente, mas não deixam a conta para trás. Significa ser primitivo? Eu me pergunto: o que diabos temos a ensinar aos índios se não conseguimos resolver a dengue no Rio? O que temos a lhes mostrar se não damos jeito no trânsito da cidade de São Paulo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quando o europeu chegou nas Américas, a população indígena estaria na casa dos 100 milhões de pessoas. Esse dado é razoável?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Ah, esses cálculos variam muito, depende da metodologia empregada. O que se pode afirmar é que, por volta do século 15, a população indígena nas Américas era maior do que a população européia. Havia mais gente aqui do que lá. No Brasil, fala-se numa população pré-colombiana entre 4 e 5 milhões. Houve uma perda de 80% disso, desde então. Em certos momentos, houve um declínio demográfico muito profundo, tanto que, na época do Darcy Ribeiro, quando se fez uma contagem, havia algo como 200 mil índios no País. Hoje estima-se em algo em torno de 600 mil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O crescimento tem a ver com a aplicação do quesito raça-cor, no censo IBGE, o que levaria mais gente a se declarar índio?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;A autodeclaração é um fator importante, mas não o único. Hoje ocorre um número maior de nascimentos. O grande choque demográfico sobre a população indígena foi de ordem epidemiológica, com as doenças trazidas pelo colonizador. Varíola, gripe, sarampo mataram aos milhões. Até pouco tempo, ainda havia epidemias graves em certas áreas. Mas a tendência é que as populações adquiram resistência, atingindo o equilíbrio biológico. As condições sanitárias também mudaram dramaticamente no século 20. Vieram as vacinas, a penicilina, a assistência de saúde melhorou, tudo isso ajudou a recuperar a população. Já o declarar-se índio tem a ver com um fenômeno que se inicia nos anos 70, 80, que foi acentuado pela Constituição de 1988. Falo da recuperação da identidade indígena. Gente que foi "desindianizada" na marra passou a reivindicar sua origem. Em muita comunidade rural por esse Brasil as pessoas foram ensinadas, quando não obrigadas, a dizer que não eram índias. Pararam de falar a língua do grupo, tinham vergonha de seu passado, de seus costumes. Num processo em que ser índio deixa de ser estigma, e ainda confere direitos, essas pessoas que nada tinham na condição de brasileiros genéricos, buscaram o caminho da reetnização. Isso é assim mesmo. E desde quando buscar direito é tirar vantagem? A raiz do problema não está no que o índio ganha, mas em quem perde com isso. Quem perde? Eis a questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A desconfiança em relação a possíveis pleitos de autonomia tem a ver com o que se passa na Bolívia, país que mudou a constituição para atender aos índios?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;É interessante como se tem invocado a Bolívia ultimamente. A população daquele país é quase toda indígena, enquanto no Brasil falamos de uma minoria irrisória. Zero vírgula zero alguma coisa. Lá é briga de índio. Curioso o Brasil temer virar uma Bolívia, quando uma das tensões sociais que se vê hoje por lá é justamente a presença de brasileiros. São grandes proprietários de terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As reivindicações dos índios na Bolívia podem ser imitadas aqui?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Mas o que os nossos índios estão pedindo? Passaporte de outro país? Dupla nacionalidade? Uma bandeira só para eles? Uma outra Constituição? Nada disso. O que eles pedem é justamente maior presença do Estado brasileiro onde vivem, para não depender da intermediação do político local. Isso os constitui como uma nação à parte, no sentido jurídico? Evito esse conceito, porque tudo é nação no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como assim?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Tem nação nagô, nação rubro-negra, nação corintiana. Essa também é uma herança de Portugal, que, no passado, tratava os povos como nações em documentos administrativos. A rigor, nação é uma construção subjetiva, um compartilhamento de sentimentos e cultura. É isso. Mas a turma do discurso do pânico pensa assim: primeiro o índio tinha vergonha de ser índio, depois viu que é bom ser comunidade. Daí ganhou terra, vai querer autonomia e fundar uma nação. Ora, quem diz isso nunca colocou o pé numa terra indígena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os afrodescendentes deveriam pleitear os mesmos direitos que os índios?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;São situações diferentes. De cara, vou dizer que sou favorável às cotas para negros. Mas os afrodescendentes estão espalhados pelo Brasil e não têm a mesma dinâmica de identidade que os indígenas têm. Um caso à parte são os quilombolas, ao provarem seu vínculo territorial. Veja bem, quando falo de índio, ao longo de toda esta entrevista, falo de populações territorializadas. E, atenção, falo de direitos coletivos, não individuais. Por isso é que o caso dos quilombolas parece guardar certa correspondência. Porque são comunidades rurais descendentes de escravos, que puderam manter uma continuidade histórica e uma certa coesão do ponto de vista patrimonial e demográfico. Por isso é que a Constituição reconhece seus direitos territoriais. São direitos compensatórios, é verdade, mas representam um avanço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Professor, quem é, afinal, índio no Brasil?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Vamos mudar a pergunta: quem está autorizado a dizer que é índio? Eu não estou. Esse é um problema fundamental: quem está autorizado a dizer quem é quem, quem é o quê. Fazer disso uma questão de peritagem me parece uma coisa monstruosa. Ninguém se inventa índio, ninguém sai por aí reivindicando uma identidade escondida, recalcada, eu diria. Vá ver de perto e descobrirá que é assim que a coisa acontece. Portanto, não é índio quem quer. Mas quem pode. Não é negro quem quer. Mas quem pode.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como assim?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Se você souber que um grupo de hippies do Embu, em São Paulo, se diz descendente de guarani, muito bem, terão de ver se isso cola. Se colar do ponto de vista social, e não estou falando do ponto de vista jurídico, então colou. Costumo dizer que, no Brasil, todo mundo é índio, exceto quem não é. Quem não quer ser é quem ativamente se distingue. Para facilitar: digo que é índio aquele que pertence a uma comunidade que se pensa como tal. Também não estou levando em consideração o DNA. Mais recentemente, divulgou-se um estudo segundo o qual a presença do negro e do índio é muito mais alta do que se suponha na média do patrimônio genético brasileiro. Somos algo como 33% de índio, 33% de negro, 33% de branco. O que nos leva a supor que o estupro foi uma prática muito usual. É claro que os genes vieram pelas mulheres negras e índias, submetidas ao homem branco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Diz-se que 49,5% dos 225 povos indígenas do Brasil são constituídos, cada um, de no máximo 500 indivíduos. Vem daí a idéia de que é pouca gente para muita terra?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Mas no Estado de Roraima há meia dúzia de arrozeiros fazendo esse estardalhaço todo. Meia dúzia! Também não é pouca gente? Como é que comunidades tão pequenas podem ameaçar o Brasil? Só se forem criar Estados de Mônaco. Utilizar o índio como modelo de latifúndio, como se tem feito, é um prodígio de má-fé. Índio também vende madeira? Claro que vende. Mas só ele? E os outros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Desses 225 povos, 36 têm populações parte no Brasil, parte em países vizinhos. Não é um potencial de conflito imenso?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Se algum país está o preocupado com isso, certamente não é o Brasil. O fato de haver guaranis no Brasil e na Argentina é mais problema para o vizinho. Compare as duas populações, compare o tamanho dos países. Ter ianomâmis no Brasil e na Venezuela sempre foi complicado para o lado de lá, porque a Venezuela tem petróleo. Mas agora o Brasil também tem, nem precisamos ficar mais com complexo de inferioridade (risos). Qualquer tentativa de ver um problema aí é artificial. O que se sugere? Que se levante uma cortina de ferro para impedir que os ianomâmis passem de um lado para o outro? Por que índios podem cruzar a fronteira Brasil-Uruguai livremente, e não podem cruzar a fronteira Brasil-Venezuela? Por que temos medo do Chávez? Ter comunidades dos dois lados faz da fronteira uma zona de frouxidão. Será que é isso? A fronteira mais complicada do Brasil, hoje, é com a Colômbia, por causa das Farc, e os índios não têm nada a ver com isso. Aliás, eles atrapalham a guerrilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Por quê?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Porque há mais presença do Estado nas áreas onde vivem. Não vejo como os índios possam perturbar a segurança de nossas fronteiras e, lembrem-se, populações binacionais existem em várias partes do mundo. Pensemos também no bilingüismo. Até final século 18 em São Paulo falava-se a língua geral, o nhangatu, uma derivação do tupi. Foi uma língua imposta pelos missionários, até hoje ouvida em alguns locais da Amazônia. Mas ainda ouvimos cerca de 150 línguas indígenas, o que representa uma diversidade incrível. Algumas dessas línguas são tão diferentes entre si quanto o português do russo, até porque pertencem a troncos diferentes. E são faladas por indivíduos bilíngües, que adotam também o português no dia-a-dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lvdOfE6N7_w/SLWoG3tJN6I/AAAAAAAAAEw/Fbhq__uMWaw/s1600-h/Bira24Jul2008.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5239278577501419426" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lvdOfE6N7_w/SLWoG3tJN6I/AAAAAAAAAEw/Fbhq__uMWaw/s400/Bira24Jul2008.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Digamos que os não-índios deixem a Raposa. Os índios de lá poderão plantar e fazer lucro? Poderiam virar arrozeiros?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Sim, podem plantar e vender. Podem até virar arrozeiros. Mas terão de produzir dentro de limites muito estritos, sujeitos a leis ambientais severas, não se esqueça de que a reserva integra o Parque Nacional de Roraima. Também não podem explorar o subsolo, a não ser o que há no solo de superfície. Mas francamente acho que a população indígena jamais entrará de cabeça no modo de produção do agronegócio, que eu chamo de modelo gaúcho, porque isso simplesmente não bate com seu modelo de civilização. Por isso insisto tanto em dizer que estas não são terras de índio, mas terras de usufruto dos índios. Nunca houve polêmica sobre a definição de reserva, porque se sabe que o domínio das terras é da União. Isso é inclusive a maior garantia para os índios. No dia em que não houver mais, eles serão invadidos imediatamente. Inclusive pelo Brasil, inclusive pelos arrozeiros. Só que no sentido técnico essa invasão já houve. Os índios não têm soberania porque já a perderam e se renderam. Suas populações foram invadidas, exterminadas, derrotadas. O que eles querem é que os direitos de vencidos sejam respeitados. Não se pode infligir uma segunda derrota a eles. Isso é contra as leis, contra tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ou seja, o que parece privilégio é direito de vencido?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Inimigos muito mais graves foram mais bem tratados, quando vencidos. Veja o que aconteceu com os alemães depois do final da guerra. Com todos os tribunais e punições que se seguiram, o país foi reconstruído das cinzas. E o que dizer da guerra implacável contra os índios? Foram exterminados, tratados como bichos, escorraçados por um discurso de língua de cobra em que metade diz que vai defender a pátria e metade vai colocar o dinheiro no bolso. Não, os índios não estão em guerra com o Brasil. Os da Raposa brigam com meia dúzia de arrozeiros que, por sua vez, não representam o Estado brasileiro.Uma coisa me parece estranha: encarregado pela ONU, o Exército brasileiro lidera uma missão militar no Haiti, mas não consegue tirar de uma reserva indígena seis fazendeiros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Constituição brasileira está fazendo 20 anos. O que representou para os índios?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Foi um avanço, mas ainda falta regulamentar muita coisa. É impressionante como a Constituição tem inimigos. Todo mundo quer tirar dela uma lasca, com cinzel e tudo. O artigo referente aos direitos indígenas é um dos mais visados. Há pelo menos 70 projetos de lei tramitando no Congresso Nacional, nesse campo específico, e todos pretendem diminuir as garantias do direito às terras. Mais de 30 dessas proposições querem alterar os procedimentos de demarcação. Buscam reverter processos administrativos. Os oito deputados federais do Estado de Roraima apresentaram projetos para suspender a portaria que criou a Raposa Serra do Sol. Toda bancada é contra a reserva. O projeto de regulamentação para mineração, do Jucá, é primor de como se pode erodir direitos, comendo o pirão pelas beiradas. Em compensação, o projeto de lei que substitui o Estatuto do Índio está há 14 anos parado no Congresso. O que existe, claramente, é a tendência de redução de proteção jurídica aos povos indígenas. E, conseqüentemente, de redução da presença e da soberania da União nessas áreas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O senhor desenvolveu uma teoria conhecida no mundo todo como "perspectivismo amazônico". É vista como uma grande contribuição à antropologia.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Não sou eu quem vai dizer isso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mas parece que o senhor conseguiu inverter o ponto focal, digamos assim, dos estudos indígenas. É isso mesmo?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Fiz um trabalho teórico que não é só meu, é dos meus alunos também. Faço uma experiência filosófica que no fundo é muito simples. Temos uma antropologia ocidental, montada para estudar os outros povos, certo? O que aconteceria se vocês imaginassem uma antropologia feita do lado de lá, ou seja, do ponto de vista indígena? Foi isso que me levou a entender que, para os índios, a natureza é contínua, e o espírito, descontínuo. Os índios entendem assim: há uma natureza comum e o que varia é a cultura, a maneira como me apresento. Daí a preocupação de se distinguir pela caracterização dos corpos. E as onças, como se vêem? Como gente. Só que elas não nos vêem como gente, mas como porcos selvagens. Por isso nos comem. Enfim, para os indígenas, cada ser é um centro de perspectivas no universo. Se eles fizessem ciência, certamente seria muito diferente da nossa, que de tão inquestionável nos direciona a Deus, ao absoluto, a algo que não podemos refutar, só temos de obedecer. Os índios não acreditam na idéia de crer, são indiferentes a ela, por isso nos parecem tão pouco confiáveis (risos). No sermão do Espírito Santo, padre Antonio Vieira diz que seria mais fácil evangelizar um chinês ou um indiano do que o selvagem brasileiro. Os primeiros seriam como estátuas de mármore, que dão trabalho para fazer, mas a forma não muda. O índio brasileiro, em compensação, seria como a estátua de murta. Quando você pensa ela está pronta, lá vem um galho novo revirando a forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ENTREVISTA, publicada em 20 de abril de 2008, no Jornal &lt;em&gt;O Estado de S.Paulo&lt;/em&gt;. FONTE: &lt;a href="http://www.estado.com.br/suplementos/ali/2008/04/20/ali-1.93.19.20080420.7.1.xml"&gt;http://www.estado.com.br/suplementos/ali/2008/04/20/ali-1.93.19.20080420.7.1.xml&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3542655961763439338-1533818046593502036?l=clinicadotexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clinicadotexto.blogspot.com/feeds/1533818046593502036/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=3542655961763439338&amp;postID=1533818046593502036' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3542655961763439338/posts/default/1533818046593502036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3542655961763439338/posts/default/1533818046593502036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clinicadotexto.blogspot.com/2008/08/da-taba-aldeia-global-sem-f-sem-rei-nem.html' title='DA TABA À ALDEIA GLOBAL: SEM FÉ... 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	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="timestamp"  style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Postado por CLÍNICA DO TEXTO - USP &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="updatedtime"  style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;[ 16/04/2009 15:15]&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:78%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt;Preciosidades da obra do pedagogo libertário Paulo Freire estão desbloqueadas para impressão. São 9 (nove) livros importantíssimos escritos por um pensador brasileiro comprometido profundamente com as causas sociais e a educação brasileira.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt;O material é inovador, criativo, original e tem importância histórica inédita.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_lvdOfE6N7_w/Sed2VRExfQI/AAAAAAAAAKo/3j6Lkjm5IaQ/s1600-h/paulo_freire.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 233px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_lvdOfE6N7_w/Sed2VRExfQI/AAAAAAAAAKo/3j6Lkjm5IaQ/s400/paulo_freire.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5325355192121654530" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: arial;font-family:verdana;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="text-transform: uppercase;font-size:85%;" &gt;Baixe os arquivos em pdf. E boa leitura!!!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="line-height: 150%; font-family: arial;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 0); text-transform: uppercase;"&gt;&lt;a href="http://www.bibliotecadafloresta.ac.gov.br/biblioteca/LIVROS_PAULO_FREIRE/A_importancia_do_ato_de_ler.pdf"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 0);"&gt;A importância do ato de ler&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:78%;" &gt;&lt;&lt;a href="http://www.bibliotecadafloresta.ac.gov.br/biblioteca/LIVROS_PAULO_FREIRE/A_importancia_do_ato_de_ler.pdf"&gt;http://www.bibliotecadafloresta.ac.gov.br/biblioteca/LIVROS_PAULO_FREIRE/A_importancia_do_ato_de_ler.pdf&lt;/a&gt;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="line-height: 150%; font-family: arial;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 0); text-transform: uppercase;"&gt;&lt;a href="http://www.bibliotecadafloresta.ac.gov.br/biblioteca/LIVROS_PAULO_FREIRE/Acao_Cultural_para_a_Liberdade.pdf" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 0);"&gt;Ação Cultural para a Liberdade&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:78%;" &gt;&lt;&lt;a href="http://www.bibliotecadafloresta.ac.gov.br/biblioteca/LIVROS_PAULO_FREIRE/Acao_Cultural_para_a_Liberdade.pdf"&gt;http://www.bibliotecadafloresta.ac.gov.br/biblioteca/LIVROS_PAULO_FREIRE/Acao_Cultural_para_a_Liberdade.pdf&lt;/a&gt;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="line-height: 150%; font-family: arial;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 0); text-transform: uppercase;"&gt;&lt;a href="http://www.bibliotecadafloresta.ac.gov.br/biblioteca/LIVROS_PAULO_FREIRE/Extensao_ou_Comunicacao1.pdf" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 0);"&gt;Extensão ou Comunicação&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:78%;" &gt;&lt;&lt;a href="http://www.bibliotecadafloresta.ac.gov.br/biblioteca/LIVROS_PAULO_FREIRE/Extensao_ou_Comunicacao1.pdf"&gt;http://www.bibliotecadafloresta.ac.gov.br/biblioteca/LIVROS_PAULO_FREIRE/Extensao_ou_Comunicacao1.pdf&lt;/a&gt;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="line-height: 150%; font-family: arial;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 0); text-transform: uppercase;"&gt;&lt;a href="http://www.bibliotecadafloresta.ac.gov.br/biblioteca/LIVROS_PAULO_FREIRE/MedoeOusadia.pdf" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 0);"&gt;Medo e Ousadia&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:78%;" &gt;&lt;&lt;a href="http://www.bibliotecadafloresta.ac.gov.br/biblioteca/LIVROS_PAULO_FREIRE/MedoeOusadia.pdf"&gt;http://www.bibliotecadafloresta.ac.gov.br/biblioteca/LIVROS_PAULO_FREIRE/MedoeOusadia.pdf&lt;/a&gt;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="line-height: 150%; font-family: arial;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 0); text-transform: uppercase;"&gt;&lt;a href="http://www.bibliotecadafloresta.ac.gov.br/biblioteca/LIVROS_PAULO_FREIRE/PedagogiadaAutonomia-P%5B1%5D.Freire.pdf" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 0);"&gt;Pedagogia da Autonomia&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:78%;" &gt;&lt;&lt;a href="http://www.bibliotecadafloresta.ac.gov.br/biblioteca/LIVROS_PAULO_FREIRE/PedagogiadaAutonomia-P%5B1%5D.Freire.pdf"&gt;http://www.bibliotecadafloresta.ac.gov.br/biblioteca/LIVROS_PAULO_FREIRE/PedagogiadaAutonomia-P%5B1%5D.Freire.pdf&lt;/a&gt;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="line-height: 150%; font-family: arial;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 0); text-transform: uppercase;"&gt;&lt;a href="http://www.bibliotecadafloresta.ac.gov.br/biblioteca/LIVROS_PAULO_FREIRE/PedagogiadaIndignacao-P%5B1%5D.Freire.pdf"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 0);"&gt;Pedagogia da Indignação&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:78%;" &gt;&lt;&lt;a href="http://www.bibliotecadafloresta.ac.gov.br/biblioteca/LIVROS_PAULO_FREIRE/PedagogiadaIndignacao-P%5B1%5D.Freire.pdf"&gt;http://www.bibliotecadafloresta.ac.gov.br/biblioteca/LIVROS_PAULO_FREIRE/PedagogiadaIndignacao-P%5B1%5D.Freire.pdf&lt;/a&gt;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="line-height: 150%; font-family: arial;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 0); text-transform: uppercase;"&gt;&lt;a href="http://www.bibliotecadafloresta.ac.gov.br/biblioteca/LIVROS_PAULO_FREIRE/PedagogiadoOprimido-P%5B1%5D.Freire.pdf"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 0);"&gt;Pedagogia do Oprimido&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:78%;" &gt; &lt;&lt;a href="http://www.bibliotecadafloresta.ac.gov.br/biblioteca/LIVROS_PAULO_FREIRE/PedagogiadoOprimido-P%5B1%5D.Freire.pdf"&gt;http://www.bibliotecadafloresta.ac.gov.br/biblioteca/LIVROS_PAULO_FREIRE/PedagogiadoOprimido-P%5B1%5D.Freire.pdf&lt;/a&gt;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="line-height: 150%; font-family: arial;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 0); text-transform: uppercase;"&gt;&lt;a href="http://www.bibliotecadafloresta.ac.gov.br/biblioteca/LIVROS_PAULO_FREIRE/PoliticaeEducacao-P%5B1%5D.Freire.pdf"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 0);"&gt;Política e Educação&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:78%;" &gt;&lt;&lt;a href="http://www.bibliotecadafloresta.ac.gov.br/biblioteca/LIVROS_PAULO_FREIRE/PoliticaeEducacao-P%5B1%5D.Freire.pdf"&gt;http://www.bibliotecadafloresta.ac.gov.br/biblioteca/LIVROS_PAULO_FREIRE/PoliticaeEducacao-P%5B1%5D.Freire.pdf&lt;/a&gt;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="line-height: 150%; font-family: arial;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 0); text-transform: uppercase;"&gt;&lt;a href="http://www.bibliotecadafloresta.ac.gov.br/biblioteca/LIVROS_PAULO_FREIRE/Professora_sim,_Tia_nao.pdf"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 0);"&gt;Professora sim, Tia não&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:78%;" &gt;&lt;&lt;a href="http://www.bibliotecadafloresta.ac.gov.br/biblioteca/LIVROS_PAULO_FREIRE/Professora_sim,_Tia_nao.pdf"&gt;http://www.bibliotecadafloresta.ac.gov.br/biblioteca/LIVROS_PAULO_FREIRE/Professora_sim,_Tia_nao.pdf&lt;/a&gt;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: arial;font-family:verdana;" &gt;&lt;span style=";font-size:85%;color:black;"  &gt;Você pode fazer um único download de todos os livros &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(96, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;a href="http://www.bibliotecadafloresta.ac.gov.br/biblioteca/LIVROS_PAULO_FREIRE/livrospaulofreire.zip"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;clicando aqui&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(96, 0, 0);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: center; font-family: arial;font-family:verdana;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 204);"&gt;Biografia de Paulo Freire&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 204);"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Graduado pela Faculdade de Direito de Recife (Pernambuco). Foi professor de Língua Portuguesa do Colégio Oswaldo Cruz e diretor do setor de Educação e Cultura do SESI (Serviço Social da Indústria) de 1947-1954 e superintendente do mesmo de 1954-1957. Ao lado de outros educadores e pessoas interessadas na educação escolarizada, fundou o Instituto Capibaribe. Ele foi quase tudo o que deve ser como educador, de professor de escola a criador de idéias e "métodos".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sua filosofia educacional expressou-se primeiramente em 1958 na sua tese de concurso para a universidade do Recife, e, mais tarde, como professor de História e Filosofia da Educação daquela Universidade, bem como em suas primeiras experiências de alfabetização como a de Angicos, Rio Grande do Norte, em 1963.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A coragem de pôr em prática um autêntico trabalho de educação que identifica a alfabetização com um processo de conscientização, capacitando o oprimido tanto para a aquisição dos instrumentos de leitura e escrita quanto para a sua libertação fez dele um dos primeiros brasileiros a serem exilados. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em 1969, trabalhou como professor na Universidade de Harvard, em estreita colaboração com numerosos grupos engajados em novas experiências educacionais tanto em zonas rurais quanto urbanas. Durante os dez anos seguintes, foi Consultor Especial do Departamento de Educação do Conselho Mundial das Igrejas, em Genebra (Suíça). Nesse período, deu consultoria educacional junto a vários governos do Terceiro Mundo, principalmente na África. Em 1980, depois de 16 anos de exílio, retornou ao Brasil para "reaprender" seu país. Lecionou na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Em 1989, tornou-se Secretário de Educação no Município de São Paulo, maior cidade do Brasil. Durante seu mandato, fez um grande esforço na implementação de movimentos de alfabetização, de revisão curricular e empenhou-se na recuperação salarial dos professores. A metodologia por ele desenvolvida foi muito utilizada no Brasil em campanhas de alfabetização e, por isso, ele foi acusado de subverter a ordem instituída, sendo preso após o Golpe Militar de 1964. Depois de 72 dias de reclusão, foi convencido a deixar o país. Exilou-se primeiro no Chile, onde, encontrando um clima social e político favorável ao desenvolvimento de suas teses, desenvolveu, durante 5 anos, trabalhos em programas de educação de adultos no Instituto Chileno para a Reforma Agrária (ICIRA). Foi aí que escreveu a sua principal obra: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pedagogia do oprimido&lt;/span&gt;. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em Paulo Freire, conviveram sempre presentes senso de humor e a não menos constante indignação contra todo tipo de injustiça. Casou-se, em 1944, com a professora primária Elza Maia Costa Oliveira, com quem teve cinco filhos. Após a morte de sua primeira esposa, casou-se com Ana Maria Araújo Freire, uma ex-aluna.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Paulo Freire é autor de muitas obras. Entre elas: &lt;i style=""&gt;Educação: prática da liberdade&lt;/i&gt; (1967), &lt;i style=""&gt;Pedagogia do oprimido&lt;/i&gt; (1968), &lt;i style=""&gt;Cartas à Guiné-Bissau&lt;/i&gt; (1975), &lt;i style=""&gt;Pedagogia da esperança&lt;/i&gt; (1992) &lt;i style=""&gt;À sombra desta mangueira&lt;/i&gt; (1995).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foi reconhecido mundialmente pela sua práxis educativa através de numerosas homenagens. Além de ter seu nome adotado por muitas instituições, é cidadão honorário de várias cidades no Brasil e no exterior. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A Paulo Freire foi outorgado o título de doutor Honoris Causa por vinte e sete universidades. Por seus trabalhos na área educacional, recebeu, entre outros, os seguintes prêmios: "Prêmio Rei Balduíno para o Desenvolvimento" (Bélgica, 1980); "Prêmio UNESCO da Educação para a Paz" (1986) e "Prêmio Andres Bello" da Organização dos Estados Americanos, como Educador do Continente (1992). No dia 10 de abril de 1997, lançou seu último livro, intitulado &lt;i style=""&gt;Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa&lt;/i&gt;. Paulo Freire faleceu no dia 2 de maio de 1997 em São Paulo, vítima de um infarto agudo do miocárdio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Paulo Reglus Neves Freire nasceu no dia 19 de setembro de 1921, no Recife, Pernambuco, uma das regiões mais pobres do país, onde logo cedo pôde experimentar as dificuldades de sobrevivência das classes populares. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-left: 27pt; text-indent: -27pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=";font-size:85%;color:blue;"  &gt;&lt;b style=""&gt;Fontes consultadas:&lt;/b&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="verdana" style="margin-left: 27pt; text-indent: -27pt; font-family: verdana;"&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;a href="http://www.paulofreire.org/Institucional/PauloFreire"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;http://www.paulofreire.org/Institucional/PauloFreire&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:11;"  &gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;a href="http://clinicadotexto.wordpress.com/"&gt;http://clinicadotexto.wordpress.com/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="verdana" style="margin-left: 27pt; text-indent: -27pt; font-family: verdana;"&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:11;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3542655961763439338-5107387835288175106?l=clinicadotexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clinicadotexto.blogspot.com/feeds/5107387835288175106/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=3542655961763439338&amp;postID=5107387835288175106' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3542655961763439338/posts/default/5107387835288175106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3542655961763439338/posts/default/5107387835288175106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clinicadotexto.blogspot.com/2009/04/livros-de-paulo-freire-acesso-livre-ao.html' title='Livros de Paulo Freire: Acesso Livre à Leitura'/><author><name>Clínica do Texto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10666775647648713794</uri><email>clinicadotexto@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11768764581462577433'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lvdOfE6N7_w/Sed2VRExfQI/AAAAAAAAAKo/3j6Lkjm5IaQ/s72-c/paulo_freire.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3542655961763439338.post-6991723771831333321</id><published>2009-03-31T08:11:00.000-07:00</published><updated>2009-03-31T08:16:46.471-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inclusão digital'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tecnologia social'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='edital'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='finep'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='economia solidária'/><title type='text'>Edital da Finep contempla projetos voltados às tecnologias sociais</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CITS%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt; 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A data limite para a submissão eletrônica das propostas é o dia 25 de maio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;Serão disponibilizados R$ 34,6 milhões, não reembolsáveis, provenientes do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). O objetivo é contribuir para a redução da pobreza e das desigualdades sociais, além de democratizar o acesso às tecnologias de informação e comunicação em áreas rurais do país.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;A chamada contemplará projetos em duas linhas temáticas: o desenvolvimento de tecnologia social em contextos produtivos de empreendimentos econômicos solidários em áreas urbanas e rurais; e a implantação de centros de inclusão digital em áreas rurais. O prazo de execução dos projetos é de até 24 meses, prorrogáveis a critério da Finep.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;Cada Estado e o Distrito Federal, por meio de suas secretarias de Ciência, Tecnologia e Inovação, poderá apresentar uma única proposta contemplando uma ou ambas as linhas temáticas. O formulário eletrônico para a submissão dos projetos estará disponível no site da Finep a partir do dia 31 de março.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;As propostas deverão ser estruturadas em subprojetos a serem executados por Instituição Científica e Tecnológica Pública (ICT) e empresas públicas que executem atividades de pesquisa científica e tecnológica, extensão ou serviços tecnológicos. Os subprojetos apresentados no âmbito da primeira linha temática, que envolve o desenvolvimento de tecnologia social em contextos produtivos, deverá contemplar uma cadeia produtiva principal, com destacada importância social, econômica e ambiental.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;No que diz respeito aos centros de inclusão digital, objeto da segunda linha temática, a proposta deverá conter a lista completa dos municípios escolhidos para receberem os centros de inclusão digital. As unidades deverão funcionar em bibliotecas públicas, empresas públicas de extensão e assistência técnica rural, escolas agrotécnicas e cooperativas de agricultores familiares.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Tahoma;font-size:100%;"  &gt;Leia íntegra do edital, disponível em:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Tahoma;font-size:8;"  &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://www.finep.gov.br/fundos_setoriais/acao_transversal/editais/Chamada_Desenvolvimento_%20Social_2009.pdf"&gt;http://www.finep.gov.br//fundos_setoriais/acao_transversal/editais/Chamada_Desenvolvimento_%20Social_2009.pdf&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3542655961763439338-6991723771831333321?l=clinicadotexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clinicadotexto.blogspot.com/feeds/6991723771831333321/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=3542655961763439338&amp;postID=6991723771831333321' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3542655961763439338/posts/default/6991723771831333321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3542655961763439338/posts/default/6991723771831333321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clinicadotexto.blogspot.com/2009/03/edital-da-finep-contempla-projetos.html' title='Edital da Finep contempla projetos voltados às tecnologias sociais'/><author><name>Clínica do Texto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10666775647648713794</uri><email>clinicadotexto@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11768764581462577433'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3542655961763439338.post-6682969762927279450</id><published>2009-03-10T11:48:00.000-07:00</published><updated>2009-03-10T11:54:43.044-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='borges'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='citação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='clínica do texto'/><title type='text'>Homem X Biblioteca</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;__________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta"&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;(Jorge Luís Borges)&lt;br /&gt;_________________________________________&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3542655961763439338-6682969762927279450?l=clinicadotexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clinicadotexto.blogspot.com/feeds/6682969762927279450/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=3542655961763439338&amp;postID=6682969762927279450' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3542655961763439338/posts/default/6682969762927279450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3542655961763439338/posts/default/6682969762927279450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clinicadotexto.blogspot.com/2009/03/homem-x-biblioteca.html' title='Homem X Biblioteca'/><author><name>Clínica do Texto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10666775647648713794</uri><email>clinicadotexto@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11768764581462577433'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3542655961763439338.post-3350522763909754102</id><published>2009-02-12T04:51:00.000-08:00</published><updated>2009-02-13T03:32:16.833-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ubatuba'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mata Atlântica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ecologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><title type='text'>MATA ATLÂNTICA: UM GIGANTE DESCONHECIDO...</title><content type='html'>&lt;div class="article_title" style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(255,204,0)"&gt;&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" equiv="Content-Type"&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Generator"&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Originator"&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CITS%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face 	{font-family:Verdana; 	panose-1:2 11 6 4 3 5 4 4 2 4; 	mso-font-charset:0; 	mso-generic-font-family:swiss; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:536871559 0 0 0 415 0;}  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:595.3pt 841.9pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:35.4pt; 	mso-footer-margin:35.4pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,0);font-family:Verdana;" &gt;A floresta inesperada&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,153,0);font-family:Verdana;" &gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="article_olho" style="FONT-STYLE: italic"&gt;Mais rica em biodiversidade, a Mata Atlântica é mais pobre do que a Amazônia em nitrogênio&lt;/div&gt;&lt;div class="article_author" style="FONT-STYLE: italic"&gt;by Carlos Fioravanti&lt;/div&gt;&lt;div class="article_date"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Biólogos e agrônomos concluíram que a Mata Atlântica – ao menos a do litoral norte paulista – deve apresentar um modo diferente, talvez único e por enquanto desconhecido de captar, aproveitar e liberar nutrientes que lhe permitem crescer e se manter. Os solos das matas que cobrem as encostas de Ubatuba e de São Luís do Paraitinga são mais rasos e ainda mais pobres que os da Amazônia em nitrogênio, nutriente essencial às plantas, tanto quanto água e luz. Ainda não há meio de explicar como uma floresta tão pobre em nitrogênio pode ser mais exuberante que a Amazônia em variedade de espécies de plantas e animais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="article_text"&gt;&lt;p&gt;Esse trabalho, iniciado em 2003, mostrou que a floresta mais próxima das maiores cidades do país ainda é muito pouco conhecida, em contraste com a Amazônia, que começou a ser examinada há pelo menos quatro séculos com os naturalistas europeus. “Saber mais da Amazônia do que da Mata Atlântica, muito mais próxima de nós, é inquietante”, observa Luiz Antonio Martinelli, pesquisador da Universidade de São Paulo (USP) e um dos coordenadores do grupo que reúne especialistas em solo, plantas e atmosfera, dispostos a construir uma visão ampla e integrada da floresta atlântica brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os botânicos foram os primeiros a perceber que o nitrogênio na Mata Atlântica não seria tão abundante quanto na Amazônia. Como base de todo o trabalho, quase 15 estudantes e auxiliares de pesquisa percorreram as 14 áreas de estudo – cada área mede um hectare (10 mil metros quadrados) de mata com a vegetação mais preservada possível em três faixas de altitude (5 a 50 metros, 50 a 500 e 500 a 1.200) nos municípios de Ubatuba e São Luís do Paraitinga. Coordenados por Simone Vieira, engenheira agrônoma da USP, e Luciana Alves, bióloga do Instituto de Botânica, eles tinham de encontrar e marcar com uma pequena placa metálica todas as árvores, mesmo as ainda em crescimento, com pelo menos 4,8 centímetros de diâmetro. No total, 28 mil árvores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os botânicos verificaram que as representantes da família botânica das leguminosas como o jatobá, o pau-ferro e o jacarandá não eram tão abundantes por ali quanto na Amazônia. As árvores da família das leguminosas são importantes para toda a floresta porque, mais do que outras espécies, captam nitrogênio da atmosfera por meio da associação das raízes com grupos de bactérias do gênero &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Rhizobium&lt;/span&gt;. Inicialmente o utilizam para elas próprias e depois o distribuem para outras plantas, quando as folhas caem e o nitrogênio se espalha no solo e nos rios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto os botânicos examinavam as plantas, Luiz Felippe Salemi e Juliano Daniel Groppo colhiam água da chuva. Depois a examinaram em Piracicaba nos aparelhos do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena), sob a orientação de Martinelli, e encontraram muito pouco nitrogênio na água da chuva e dos rios, no solo e nas folhas das árvores. “Pensamos que os equipamentos estivessem errados”, conta Martinelli. Aos poucos concluíram que a Mata Atlântica deveria funcionar de modo totalmente diferente do que haviam pensado, talvez com metade do já pouco nitrogênio encontrado na Amazônia, embora mais do que nas florestas temperadas européias, bastante modestas em biodiversidade se comparadas com as da América.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Martinelli ainda não sabe se a escassez de nitrogênio seria uma das razões para o fato de a Mata Atlântica ser uma das florestas mais antigas do mundo, com cerca de 65 milhões de anos, ou se a Mata Atlântica viveu tanto porque sempre contou com pouco nitrogênio. Ele acredita que comparações com um ambiente natural bem diferente, o Cerrado, cujas plantas se adaptaram à escassez de nutrientes e de água, poderiam ajudar a explicar como a floresta tropical litorânea abriga uma riqueza biológica, medida pela diversidade de espécies de animais e plantas, se consideradas as epífitas como orquídeas e bromélias, até três vezes maior por metro quadrado que a da Floresta Amazônica, muito mais rica em nitrogênio.&lt;/p&gt;&lt;div style="FLOAT: left; FONT: bold 11pt Arial,Verdana,Sans-serif; COLOR: rgb(162,29,32); PADDING-TOP: 17px; font-size-adjust: none; font-stretch: normal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;!-- tag especial Pesquisa FAPESP --&gt;&lt;p style="COLOR: rgb(255,102,0)"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Árvores com pressa&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;Ao menos agora estão claros os contrastes não só entre as maiores florestas do Brasil como também no interior da própria Mata Atlântica. As matas de altitude mais baixas crescem e vivem – funcionam – de modo diferente que as de altitudes mais elevadas, como se fossem organismos distintos. Os solos das matas de 5 a 50 metros de altitude são rasos (não passam de 30 centímetros) e ainda mais pobres em nutrientes que os dos terrenos de 800 a 1.200 metros. De acordo com os resultados obtidos até agora, nas matas baixas as plantas parecem ter pressa e absorvem nitrogênio diretamente das folhas que caem sobre o solo – sem esperar o valioso nutriente misturar-se à terra e formar a espessa camada de material orgânico do solo das matas altas, onde o nitrogênio circula mais lentamente. Nas matas mais próximas da praia a quantidade de chuva corresponde à metade da que cai nas matas no alto da serra, imersas em neblina pelo menos 200 dias por ano. Nas altitudes mais elevadas as árvores são mais encorpadas, além de apresentarem uma densidade maior que nas matas baixas. “Não dá mais para dizer que a Mata Atlântica, indistintamente, funciona de um jeito ou de outro”, afirma Joly.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simone Vieira e Luciana Alves também estimaram a biomassa – a quantidade de carbono armazenado principalmente nas árvores, palmeiras e samambaias – da Mata Atlântica. Reuniram informações sobre o diâmetro, a altura e a densidade da madeira de quase 30 mil árvores e concluíram que a biomassa da vegetação da Mata Atlântica pode variar de 80 toneladas de carbono por hectare nas florestas mais próximas do mar a 120 toneladas nas matas da encosta e do topo da serra. “É uma quantidade de carbono muito maior do que a que esperávamos”, afirma Simone. Essa biomassa sugere que a Mata Atlântica tem uma capacidade elevada de armazenar carbono orgânico, ainda que por mecanismos ainda misteriosos, porque a quantidade de nitrogênio que recebe não deveria levar a árvores tão encorpadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estimativa de biomassa indicou que cada hectare de Mata Atlântica desmatado implica a emissão de pelo menos 100 toneladas de carbono, semelhante à faixa mínima de emissão da Amazônia (a queima de um hectare de Floresta Amazônica, dependendo da densidade e da composição, implica a emissão de 100 a 200 toneladas de carbono). “Demoramos cinco séculos para conhecer a biomassa, um dado básico sobre a Mata Atlântica”, reconhece Martinelli. Sua indignação mistura-se com o prazer de terem encontrado um ser gigantesco tão próximo que permanecia tão desconhecido e certamente guarda muitas outras surpresas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-------------------------- barra ------------------------------------    &lt;tr&gt;&lt;td&gt;    &lt;table border="1" bordercolor="#cccccc" cellspacing="0" cellpading="0" width="400"&gt; &lt;tr&gt; &lt;td class="borda_td" width="5%"&gt;&lt;center&gt;&lt;a href="extras/imprimir.php?id=3716&amp;bid=1" class="muda_fonte" title="Clique aqui para ir a versão de impressão."&gt;&lt;img src="images/imprimir.jpg" alt="imprimir" class="std" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/center&gt;&lt;/td&gt; &lt;td class="borda_td" width="18%"&gt;&lt;center&gt;&lt;a href="javascript:load(" link="s=" aq="s&amp;art=" bd="1&amp;pg=" class="muda_fonte" title="Envie está página a um amigo."&gt; &lt;img src="images/email.jpg" alt="enviar por email" class="std" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/center&gt;&lt;/td&gt; &lt;td class="borda_td" width="18%"&gt;&lt;center&gt;&lt;a href="http://revistapesquisa.fapesp.br/boletim/cadastro/" class="muda_fonte" title="Cadastre-se para receber nosso boletim gratuito."&gt;Receber boletim&lt;/a&gt;&lt;/center&gt;&lt;/td&gt; &lt;td class="borda_td" width="16%" valign="top"&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:1px;"&gt;Fonte &lt;a href="javascript:mudaFonte(" class="muda_fonte" alt="Diminuir tamanho do texto!" title="Diminuir tamanho do texto."&gt;&lt;b&gt;  A-&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="javascript:mudaFonte(" class="muda_fonte" alt="Aumentar tamanho do texto!" title="Aumentar tamanho do texto."&gt;&lt;b&gt;  A+&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/table&gt;    &lt;/tr&gt;&lt;/td&gt;   ------------------------ barra --------------------------------------&gt;&lt;!------ muda fonte ---&gt;&lt;!------ muda fonte ---&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="article_text"&gt;&lt;!-- tag especial Pesquisa FAPESP --&gt;&lt;div style="FLOAT: left; FONT: bold 11pt Arial,Verdana,Sans-serif; COLOR: rgb(162,29,32); PADDING-TOP: 17px; font-size-adjust: none; font-stretch: normal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;!-- tag especial Pesquisa FAPESP --&gt;&lt;div class="article_image_box" style="WIDTH: 199px"&gt;&lt;table style="PADDING-RIGHT: 0pt; PADDING-LEFT: 0px; PADDING-BOTTOM: 0pt; MARGIN: 0pt 0pt 0pt 0px; PADDING-TOP: 0pt" cellspacing="0" cellpading="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="article_image_credit"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;© Eduardo Cesar&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr align="middle"&gt;&lt;td style="PADDING-RIGHT: 0px; PADDING-LEFT: 0px; PADDING-BOTTOM: 0px; MARGIN: 0px; WIDTH: 100%; PADDING-TOP: 0px"&gt;&lt;img class="article_image" alt="" src="http://www.revistapesquisa.fapesp.br/arq/r/pt/915/art3716img1.jpg" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="article_image_legend" style="BACKGROUND-COLOR: rgb(129,183,207)"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Litoral norte paulista: floresta de 65 milhões de anos &lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Projeto: &lt;/strong&gt;Composição florística, estrutura e funcionamento da floresta ombrófila densa dos núcleos Picinguaba e Santa Virgínia do Parque Serra do Mar&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Modalidade: &lt;/strong&gt;Projeto Temático – Programa Biota FAPESP&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="artigo_box"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Coordenadores: &lt;/strong&gt;Carlos Alfredo Joly (Unicamp) e Luiz Antonio Martinelli (Cena-USP)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Investimento: &lt;/strong&gt;R$ 2.576.067,24 (FAPESP)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Fonte: FAPESP, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Edição Impressa 154 - Dezembro 2008. Disponível em: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.revistapesquisa.fapesp.br/index.php?art=3716&amp;amp;bd=1&amp;amp;pg=1&amp;amp;lg="&gt;http://www.revistapesquisa.fapesp.br/index.php?art=3716&amp;amp;bd=1&amp;amp;pg=1&amp;amp;lg=&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3542655961763439338-3350522763909754102?l=clinicadotexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clinicadotexto.blogspot.com/feeds/3350522763909754102/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=3542655961763439338&amp;postID=3350522763909754102' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3542655961763439338/posts/default/3350522763909754102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3542655961763439338/posts/default/3350522763909754102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clinicadotexto.blogspot.com/2009/02/mata-atlantica-um-gigante-desconhecido.html' title='MATA ATLÂNTICA: UM GIGANTE DESCONHECIDO...'/><author><name>Clínica do Texto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10666775647648713794</uri><email>clinicadotexto@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11768764581462577433'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3542655961763439338.post-6464172832945127132</id><published>2008-12-08T04:22:00.000-08:00</published><updated>2009-02-12T08:17:58.324-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crime e castigo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dostoiévski'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura russa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Edison Santos - editor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='clínica do texto'/><title type='text'>“Se Deus não existe, então tudo é permitido” - Dostoievski</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);font-size:130%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;Sobre a obra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0); font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;: &lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Crime e castigo&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;p style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(255, 102, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Uma novela policial que ultrapassa de longe a fronteira de seu gênero. Um estudante de direito sem dinheiro, inquilino de uma agiota, com uma irmã à beira de um casamento por interesse e uma mãe passando necessidades. O fermento para um possível crime está armado e é nesse drama que mergulha o personagem Rodion Raskolnikov.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;A cada capítulo, uma revelação e um mote para um dos debates mais antigos da humanidade: existe o direito de matar?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Publicado em 1866, o livro "Crime e Castigo" foi sucesso imediato na Rússia e acabou alcançando rapidamente o status de um dos clássicos da literatura mundial.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);font-size:100%;" &gt;Sobre o autor: Dostoiévski&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;No dia 11 de novembro de 1821, em Moscou, nasceu Fiódor Mikhailovich Dostoiévski, um dos mais célebres escritores da humanidade e considerado um dos pais do existencialismo. Estudou em escola militar e tinha epilepsia, à semelhança do escritor brasileiro Machado de Assis.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Tradutor e desenhista, foi preso por agitação social em 1849 e condenado à morte. Já no patíbulo, prestes a ser enforcado, a sua pena foi comutada por quatro anos em um presídio na Sibéria.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Aclamado em vida pela crítica literária da época, Dostoiévski morreu no dia 9 de fevereiro de 1881 em São Petesburgo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span  lang="EN-US" style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;object width="359" height="310"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.livroclip.com.br/livroclips/6_anima.swf"&gt;&lt;embed src="http://www.livroclip.com.br/livroclips/6_anima.swf" type="application/x-shockwave-flash" style=""&gt;&lt;/embed&gt;  &lt;/object&gt;&lt;/span&gt;width="359" height="310"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span  lang="EN-US" style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:11;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fonte:&lt;a href="http://www.livroclip.com.br/index.php?acao=hotsite&amp;amp;cod=6"&gt;http://www.livroclip.com.br/index.php?acao=hotsite&amp;amp;cod=6#&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:14;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);font-size:100%;" &gt;Comentário “EducaRede”&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Uma das obras mais conhecidas de Dostoiévski, esse livro conta a história de Raskólnikov, um jovem estudante de São Petersburgo (Rússia) que abandona a faculdade por falta de dinheiro. A família e amigos convivem com a miséria e a falta de perspectiva, tendo de submeter-se a situações humilhantes para sobreviver. Para se manter, Raskólnikov apela para a penhora de pequenos objetos de estimação familiar que negocia com Aliena Ivanóvna, uma velha e impiedosa usurária.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Homem extremamente sensível e erudito, Raskólnikov cria a teoria do crime permitido, baseado em uma divisão das pessoas em “ordinárias” e “extraordinárias”. Ao analisar os grandes assassinos da História, entre os quais inclui Napoleão, chega à conclusão de que certos assassinatos, quando executados por pessoas “extraordinárias”, acabam beneficiando a sociedade. Decide, com base nessa teoria própria, fazer um bem à sociedade matando a velha usurária que o explora.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Todo o livro, então, passa a contar o sofrimento do nosso herói, advindo da idéia desse assassínio. Muitos personagens se mesclam à trajetória de Raskólnikov, e a interação entre eles se dá por uma das marcas do estilo de Dostoiévski, a polifonia. Trata-se de uma engenhosa arquitetura de vozes que se provocam, sondam-se mutuamente, antecipam réplicas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Crime e Castigo&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt; foi escrito na fase madura do escritor, cujas reflexões filosóficas e experiência literária aparecem em sua melhor forma. A única tradução do livro direta para o português do Brasil saiu em 2001, pela editora 34. Mas há várias outras boas traduções para a nossa língua.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);font-size:100%;" &gt;Fontes consultadas&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="text-transform: uppercase;font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;Café Dostoiévski&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;: &lt;a href="http://www.cafedostoievski.pop.com.br/dostoievski/index2.html" target="_blank"&gt;http://www.cafedostoievski.pop.com.br/dostoievski/index2.html&lt;/a&gt;, visitado em 08/02/2006.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;BEZERRA, Paulo. “Nas sendas de Crime e Castigo”. In: &lt;i style=""&gt;Crime e Castigo&lt;/i&gt;, Fiódor Dostoiévisk, São Paulo: Editora 34, 2001.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;ARBAN, Dominique. &lt;i style=""&gt;Dostoievski&lt;/i&gt;. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1989.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;EDUCAREDE. Disponível em &lt;a href="http://www.educarede.org.br/educa/index.cfm?pg=biblioteca.interna&amp;amp;id_livro=182"&gt;http://www.educarede.org.br/educa/index.cfm?pg=biblioteca.interna&amp;amp;id_livro=182&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3542655961763439338-6464172832945127132?l=clinicadotexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clinicadotexto.blogspot.com/feeds/6464172832945127132/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=3542655961763439338&amp;postID=6464172832945127132' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3542655961763439338/posts/default/6464172832945127132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3542655961763439338/posts/default/6464172832945127132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clinicadotexto.blogspot.com/2008/12/se-deus-no-existe-ento-tudo-permitido.html' title='“Se Deus não existe, então tudo é permitido” - Dostoievski'/><author><name>Clínica do Texto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10666775647648713794</uri><email>clinicadotexto@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11768764581462577433'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3542655961763439338.post-49953179862770255</id><published>2008-04-17T08:53:00.000-07:00</published><updated>2008-12-11T22:34:52.629-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ciência política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Atualidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Opinião'/><title type='text'>DIGA COM QUEM TU ANDAS E DIREI QUEM TU ÉS! Comentário sobre aliança PT-PSDB em MG.</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lvdOfE6N7_w/SAd9R1Oa0KI/AAAAAAAAADs/apdz0k8SLo4/s1600-h/aliados+gov.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_lvdOfE6N7_w/SAd9R1Oa0KI/AAAAAAAAADs/apdz0k8SLo4/s400/aliados+gov.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5190254840866590882" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Marginalizados em nossa própria terra desde o “mito da fundação”, sem casa, sem terra, sem educação, bibliotecas, livros e tantos outros capitais culturais, perdemos também a memória e o sentido original das coisas. Somos facilmente manipulados como “títeres” nas mãos de falsos líderes preocupados apenas com suas benesses corporativas e interesses de umbigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a militância partidária, a manipulação ideológica não é diferente: há tempos servem de montaria para as retóricas de fariseus, políticos e sindicalistas de ocasião. Causa-me espanto que a &lt;em&gt;inteligentia &lt;/em&gt;acadêmica de esquerda ainda chore lágrimas de crocodilo, quando o assunto é “aliança” partidária em tempos de eleição. Será a ingenuidade um apanágio hereditário de idealistas que se recusam a confrontar os fatos? Ou uma herança medieval de cunho místico e messiânico dos que ainda acreditam em "ungidos" capazes de operar a transformação social da realidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A impotência do Estado brasileiro tem se traduzido em políticas vicárias em doses de mandato de igual modo praticadas tanto pelo governo de FHC quanto de Lula (sempre estiveram juntos). Guiados pela lógica perversa de um mercado tirano, ambos abraçaram indulgentemente os princípios neoliberais de cunho “desenvolvimentista”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;NOLI NUOVO SUB SOLI...&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, por que o estranhamento, mon frère Beto?&lt;br /&gt;Para quem, outrora, já defendera o “voto útil”, já se aliara com o PL e, hoje, governa barganhando cargos com o PMDB, nada de novo sob o solo da pólis. O caso é menos o de uma “metamorfose ambulante” do que a manutenção de uma ordem viciada, acostumada a ética do vale-tudo em prol da manutenção de seus privilégios. Quem está no poder, quer manter-se a qualquer custo, “doa a quem doer”. Desde a sua formação, o Estado se inscreve desde longa data num projeto de redução da diferença à semelhança, de redução do outro ao mesmo, da dissolução do múltiplo no único.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lvdOfE6N7_w/SAd9vVOa0LI/AAAAAAAAAD0/YN1HzcWazUo/s1600-h/charge.arquitetura.e.politica.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_lvdOfE6N7_w/SAd9vVOa0LI/AAAAAAAAAD0/YN1HzcWazUo/s320/charge.arquitetura.e.politica.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5190255347672731826" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;C’EST TOUT LA MÊME CHOSE..., Mon Frère Beto!&lt;br /&gt; Tout la même chose...&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudam-se as moscas, mas a m... continua a mesma. &lt;br /&gt;Alianças ainda são feitas em função das seduções imediatistas e da ambição pelo poder, como se cada nova aliança fosse a primeira, sem qualquer espaço para a memória de erros passados, sem qualquer compromisso com a transformação social e o respeito pela dignidade humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lvdOfE6N7_w/SAd-XlOa0MI/AAAAAAAAAD8/4MLAg9HXHrA/s1600-h/alianca.politica.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_lvdOfE6N7_w/SAd-XlOa0MI/AAAAAAAAAD8/4MLAg9HXHrA/s320/alianca.politica.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5190256039162466498" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre esta velha opinião formada sobretudo, e sob o lacre do equívoco, que tão bem se incrustou em diferentes esferas do cotidiano, escolas, igrejas, rampas e ministérios, gravando vestígios de intolerância, racismos e preconceitos, eis a questão: teremos a coragem suficiente para esquecer o que tivemos a fraqueza de aprender? Seremos capazes de extirpá-la até a raiz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora técnica, ora pomposa, e na maioria das vezes, de forma afrontada (na cara dura), essa prática carcomida e viciosa que se refestela em solo tipiniquim é o retrato de uma retórica míope que em nada se parece com a profanada "metamorfose ambulante".&lt;br /&gt;É a expressão histórica e tradicional de uma mesma verbiagem oca, inútil e vã, que remonta aos tempos de colonialismo e hoje se traduz em acordos e aparatos, cristalizados à custa de hierarquias, privilégios e alienação.&lt;br /&gt;Desgraçadamente, em prejuízo da RES-PÚBLICA, vem sendo perpetuados – incolumemente — ao longo de cinco séculos por quem decide o que melhor lhe convém.&lt;br /&gt;Se já nos encontramos de joelhos, não resta outra coisa a fazer senão rezar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comentário ao texto de Frei Beto, escrito em 11-Abr-2008, reproduzido abaixo. &lt;br /&gt;Por Edison Santos, USP-SP - edisonlz@usp.br - editor do site: http://clinicadotexto.blogspot.com/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PT E PSDB DE MÃOS DADAS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Nunca vi cabeça de bacalhau, mendigo careca, santo de óculos, ex-corrupto, nem filho de prostituta chamado Júnior. Nunca imaginei que, fora dos grotões, onde o compadrio prevalece sobre princípios ideológicos, veria uma aliança entre PT e PSDB. Mas o impossível acontece em Belo Horizonte, com ampla aprovação das bases petistas. &lt;br /&gt;Mudei eu ou mudou o Natal? Sim, sei que Minas, onde nasci, é terra estranha, o inusitado campeia à solta: mula-sem-cabeça, lobisomem, chupa-cabra, discos voadores... Criança, vi na Praça Sete, na capital mineira, uma enorme baleia exposta à visitação pública na carroceria de uma jamanta. A Moby Dicky embalsamada exalava um forte mau cheiro que obrigou as esculturas indígenas do Edifício Acaiaca a tapar o nariz. &lt;br /&gt;O que foi feito da grita do PT belo-horizontino sob oito anos de governo FHC? Em que bases programáticas a aliança se estabeleceu? Quem cedeu a quem? Quem traiu seus princípios políticos e históricos? &lt;br /&gt;Lembro dos anos 50/60, quando o conservador PSD, de JK, fez aliança com o progressista PTB, de Jango. O primeiro neutralizou o segundo. E o sindicalismo, até então combativo, ingressou na era do peleguismo. No cenário internacional, o Partido Trabalhista inglês aceitou aliar-se ao Partido Republicano dos EUA. Nunca mais o inglês foi o mesmo, a ponto de apoiar a invasão do Iraque. &lt;br /&gt;Só uma razão é capaz de explicar essa aproximação de pólos opostos: a lógica do poder pelo poder. Quando um partido decide que sua prioridade é assegurar a seus quadros funções de poder, e não mais representar os anseios dos pobres e promover mudanças num país de estruturas arcaicas como o Brasil, é sinal de que se deixou vencer pelas forças conservadoras. E não me surpreende que nisso conte com amplo apoio das bases, sobretudo quando se observa que a antiga militância, impregnada de utopia, cede lugar a filiados obcecados por cargos públicos. &lt;br /&gt;Tenho visto, em cinco décadas de militância, como a síndrome de Jó ameaça certos políticos de esquerda. Enquanto estão fora do poder e são oposição, nutrem-se de uma coerência capaz de fazer corar são Francisco de Assis. Alçados ao poder, inicia-se o lento processo de metamorfose ambulante: princípios cedem lugar a interesses; companheiros a aliados; lutas por ideais a vitórias eleitorais. &lt;br /&gt;Jó, submetido às mais duras provas, perdeu tudo, exceto a fé, suas convicções. Tais políticos, diante de um fracasso eleitoral ou perda de função pública, esquecem os princípios e valores em que acreditaram, defenderam, discursaram, escreveram e assinaram, para salvar a própria pele. Horroriza-os a perspectiva de voltarem a ser cidadãos comuns, desprovidos de mordomias e olhares bajuladores. Ainda vão à periferia, desde que como autoridades, jamais como militantes. &lt;br /&gt;Talvez eu tenha ficado antigo, dinossáurico, incapaz de entender como um partido que sempre se aliou ao PFL, agora DEM, pode, de repente, sentir-se à vontade de mãos dadas com o PT. Não que tenha preconceito a peessedebistas. Sou amigo de muitos, incluído o governador José Serra. Mas quem viver verá: se o candidato da aliança PT-PSDB for eleito prefeito de Belo Horizonte, o palanque de Minas, nas eleições presidenciais de 2010, vai ser aquela saia-justa. &lt;br /&gt;Minas é uma terra de mistérios: tem ouro preto, dores de indaiá, mar de Espanha, juiz de fora, rio acima e lagoa santa. E fora de Minas tenho visto coisas que já nem me espantam: Sarney e Delfim Netto apóiam Lula; o governo do PT aprova os transgênicos e a transposição do rio São Francisco; o Planalto petista revela gastos da gestão FHC e esconde os seus...&lt;br /&gt;Os tempos e os costumes mudam, já diziam os latinos; as pessoas e os partidos também. Eu é que deveria ficar mudo, já que teimo em acreditar que fora da ética e dos pobres a política não tem salvação. Deve ser culpa de minha dificuldade de entender por que às vésperas de eleições todos debatem nomes de candidatos. E não propostas, programas e prioridades de governo.&lt;/blockquote&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frei Betto é escritor, autor de "A mosca azul – reflexão sobre o poder" (Rocco), entre outros livros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.correiocidadania.com.br/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=1668&amp;Itemid=55&amp;mosmsg=Coment%E1rio+salvo.+Ele+ser%E1+publicado+ap%F3s+a+revis%E3o+do+administrador"&gt;Correio da Cidadania&lt;/a&gt;, 11.04.2008&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3542655961763439338-49953179862770255?l=clinicadotexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clinicadotexto.blogspot.com/feeds/49953179862770255/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=3542655961763439338&amp;postID=49953179862770255' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3542655961763439338/posts/default/49953179862770255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3542655961763439338/posts/default/49953179862770255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clinicadotexto.blogspot.com/2008/04/diga-com-quem-andas-e-direi-quem-tu-s.html' title='DIGA COM QUEM TU ANDAS E DIREI QUEM TU ÉS! Comentário sobre aliança PT-PSDB em MG.'/><author><name>Clínica do Texto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10666775647648713794</uri><email>clinicadotexto@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11768764581462577433'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_lvdOfE6N7_w/SAd9R1Oa0KI/AAAAAAAAADs/apdz0k8SLo4/s72-c/aliados+gov.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3542655961763439338.post-4027406818442652566</id><published>2008-07-24T08:08:00.000-07:00</published><updated>2008-12-11T22:34:51.440-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inclusão social'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='grupo perifação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência da informação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Informação e cidadania'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='biblioteca e sociedade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ação cultural'/><title type='text'>BIBLIOTECONOMIA SOLIDÁRIA: um novo mundo é possível !</title><content type='html'>Notícia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SÃO MATEUS EM MOVIMENTO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;27/06/2008 - São Mateus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No último dia 03 de junho, o Grupo PerifAÇÃO junto com os alunos do curso técnico de biblioteconomia do Senac Consolação apresentaram seu projeto de conclusão de curso. A ação cultural “São Mateus em Movimento” teve o objetivo de mostrar a identidade de São Mateus através da arte, com exposição fotográfica, vídeo documentário, literatura, música e teatro. Mas a principal atividade do grupo foi instalar uma biblioteca na região de São Mateus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lvdOfE6N7_w/SIidSFf6FaI/AAAAAAAAAEQ/ducM3vYwDLk/s1600-h/s_mateus_0016b.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_lvdOfE6N7_w/SIidSFf6FaI/AAAAAAAAAEQ/ducM3vYwDLk/s400/s_mateus_0016b.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5226600301602674082" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Os integrantes do grupo PerifAÇÃO, Cristiane Torres de Oliveira, Kauê Gabriel Machado dos Santos, Kátia Cristina da Mata, Lourival Lopes Cancela, Priscila Machado e Tiago Alexandre da Silva montaram o trabalho com a intenção de exaltar a cultura do bairro e as conquistas dos moradores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O início da apresentação contou um pouco da história de São Mateus, que antes era uma floresta, virou fazenda, loteamento, e hoje é um dos grandes bairros de São Paulo; considerado por muitos como uma cidade, devido ao comércio forte, agências bancárias, ao parque industrial, a expansão do setor de serviços, além da significativa importância do meio ambiente, como é o caso do Morro do Cruzeiro e as diversas nascentes da região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lvdOfE6N7_w/SIiif0yrnKI/AAAAAAAAAEg/rfAP1ZbAtgM/s1600-h/s_mateus_0016a.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_lvdOfE6N7_w/SIiif0yrnKI/AAAAAAAAAEg/rfAP1ZbAtgM/s400/s_mateus_0016a.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5226606035194322082" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;As fotografias apresentadas expuseram a arte cultural popular (a cultura de rua); a música, por sua vez, demonstrou a simplicidade e humildade da população, sendo “Gente Humilde”, de Vinícius de Moraes, a escolhida pelo grupo para dedicar ao povo de São Mateus que, de acordo com o orador Lourival Lopes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;É um povo de vitória e conquista que tem de matar um leão por dia&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vídeo documentário mostrou depoimentos de moradores que se orgulham em morar em um local que quando surgiu era composto por apenas ruas de terra e não tinha nenhuma estrutura, e hoje é praticamente uma cidade. Mas, o principal projeto do grupo foi instalar uma biblioteca completa no CEC Maria Cursi, que atende 161 crianças das famílias do bairro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com Tiago Alexandre, membro do grupo e morador de São Mateus:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;-Senti a necessidade de uma biblioteca, pois as que existem são distantes da população. Pesquisei tudo isso e levei o projeto ao CEC. A idéia inicial era apenas de um acervo&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A biblioteca no CEC Maria Cursi terá sua inauguração oficial no dia 05 de julho e tem 20 metros quadrados, seis estantes, mesa de leitura, de atendimento, dois computadores, Internet e telefone. Graças a grande quantidade de doações, o total de livros está em aproximadamente 3 mil exemplares devidamente processados e catalogados, além disso, está aberta ao público em geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Endereço: Av. Maria Cursi, 1232, São Mateus - São Paulo-SP - CEP: 03962-000&lt;br /&gt;Telefones: 6692-6800 / 6692-5911 / 6693-1919&lt;br /&gt;E-mail: &lt;a href="bibcec@gmail.com"&gt;bibcec@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;em&gt;&lt;a href="http://portal.prefeitura.sp.gov.br/noticias/ars/sao_mateus/2008/06/0016"&gt;http://portal.prefeitura.sp.gov.br/noticias/ars/sao_mateus/2008/06/0016&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3542655961763439338-4027406818442652566?l=clinicadotexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clinicadotexto.blogspot.com/feeds/4027406818442652566/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=3542655961763439338&amp;postID=4027406818442652566' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3542655961763439338/posts/default/4027406818442652566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3542655961763439338/posts/default/4027406818442652566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clinicadotexto.blogspot.com/2008/07/biblioteconomia-solidria-um-novo-mundo.html' title='BIBLIOTECONOMIA SOLIDÁRIA: um novo mundo é possível !'/><author><name>Clínica do Texto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10666775647648713794</uri><email>clinicadotexto@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11768764581462577433'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_lvdOfE6N7_w/SIidSFf6FaI/AAAAAAAAAEQ/ducM3vYwDLk/s72-c/s_mateus_0016b.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3542655961763439338.post-7842668235789047834</id><published>2008-11-04T06:34:00.000-08:00</published><updated>2008-11-04T06:47:33.401-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Morfeu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura brasileira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='clínica do texto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Castro Alves'/><title type='text'>HINO AO SONO, Castro Alves</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ó Sono! Ó noivo pálido&lt;br /&gt;Das noites perfumosas,&lt;br /&gt;Que um chão de nebulosas&lt;br /&gt;Trilhas pela amplidão!&lt;br /&gt;Em vez de verdes pâmpanos,&lt;br /&gt;Na branca fronte enrolas&lt;br /&gt;As lânguidas papoulas,&lt;br /&gt;Que agita a viração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas horas solitárias,&lt;br /&gt;Em que vagueia a lua,&lt;br /&gt;E lava a planta nua&lt;br /&gt;Na onda azul do mar,&lt;br /&gt;Com um dedo sobre os lábios&lt;br /&gt;No vôo silencioso,&lt;br /&gt;Vejo-te cauteloso&lt;br /&gt;No espaço viajar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus do infeliz, do mísero!&lt;br /&gt;Consolação do aflito!&lt;br /&gt;Descanso do precito,&lt;br /&gt;Que sonha a vida em ti!&lt;br /&gt;Quando a cidade tétrica&lt;br /&gt;De angústia e dor não geme...&lt;br /&gt;É tua mão que espreme&lt;br /&gt;A dormideira ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tua branca túnica&lt;br /&gt;Envolves meio mundo.&lt;br /&gt;E teu seio fecundo&lt;br /&gt;De sonhos e visões,&lt;br /&gt;Dos templos aos prostíbulos&lt;br /&gt;Desde o tugúrio ao Paço,&lt;br /&gt;Tu lanças lá do espaço&lt;br /&gt;Punhados de ilusões!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da vide o sumo rúbido,&lt;br /&gt;Do hatchiz a essência,&lt;br /&gt;O ópio, que a indolência&lt;br /&gt;Derrama em nosso ser,&lt;br /&gt;Não valem, gênio mágico,&lt;br /&gt;Teu seio, onde repousa&lt;br /&gt;A placidez da lousa&lt;br /&gt;E o gozo de viver...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó sono! Unge-me as pálpebras..&lt;br /&gt;Entorna o esquecimento&lt;br /&gt;Na luz do pensamento,&lt;br /&gt;Que abrasa o crânio meu.&lt;br /&gt;Como o pastor da Arcádia,&lt;br /&gt;Que uma ave errante aninha...&lt;br /&gt;Minh'alma é uma andorinha...&lt;br /&gt;Abre-lhe o seio teu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu, que fechaste as pétalas&lt;br /&gt;Do lírio, que pendia,&lt;br /&gt;Chorando a luz do dia&lt;br /&gt;E os raios do arrebol,&lt;br /&gt;Também fecha-me as pálpebras...&lt;br /&gt;Sem Ela o que é a vida?&lt;br /&gt;Eu sou a flor pendida&lt;br /&gt;Que espera a luz do sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O leite das eufórbias&lt;br /&gt;P'ra mim não é veneno...&lt;br /&gt;Ouve-me, ó Deus sereno!&lt;br /&gt;Ó Deus consolador!&lt;br /&gt;Com teu divino bálsamo&lt;br /&gt;Cala-me a ansiedade!&lt;br /&gt;Mata-me esta saudade,&lt;br /&gt;Apaga-me esta dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quando, ao brilho rútilo&lt;br /&gt;Do dia deslumbrante,&lt;br /&gt;Vires a minha amante&lt;br /&gt;Que volve para mim,&lt;br /&gt;Então ergue-me súbito...&lt;br /&gt;É minha aurora linda...&lt;br /&gt;Meu anjo... mais ainda...&lt;br /&gt;É minha amante enfim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó sono! Ó Deus noctívago!&lt;br /&gt;Doce influência amiga!&lt;br /&gt;Gênio que a Grécia antiga&lt;br /&gt;Chamava de Morfeu,&lt;br /&gt;Ouve!... E se minhas súplicas&lt;br /&gt;Em breve realizares...&lt;br /&gt;Voto nos teus altares&lt;br /&gt;Minha lira de Orfeu!&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Fonte: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&amp;amp;co_obra=86837"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&amp;amp;co_obra=86837&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3542655961763439338-7842668235789047834?l=clinicadotexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clinicadotexto.blogspot.com/feeds/7842668235789047834/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=3542655961763439338&amp;postID=7842668235789047834' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3542655961763439338/posts/default/7842668235789047834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3542655961763439338/posts/default/7842668235789047834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clinicadotexto.blogspot.com/2008/11/hino-ao-sono-castro-alves.html' title='HINO AO SONO, Castro Alves'/><author><name>Clínica do Texto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10666775647648713794</uri><email>clinicadotexto@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11768764581462577433'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3542655961763439338.post-2013287949234649943</id><published>2008-10-15T10:35:00.000-07:00</published><updated>2008-10-16T08:25:16.953-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura contemporânea'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='línica do texto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livroclip'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='clínica do texto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Metamorfose'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Kafka'/><title type='text'>De sua poltrona ele governava o mundo: a metamorfose</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000099;"&gt;Sobre a obra &lt;em&gt;A metamorfose&lt;/em&gt;, de Franz Kafka&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;A Metamorfose&lt;/em&gt; é uma das mais conhecidas obras de Franz Kafka. Foi escrita em 1912, quando o autor tinha 29 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na história, um homem acorda transformado em um inseto e precisa aprender a lidar com a nova situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de uma revelação do desespero humano perante o absurdo e opressão do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="310" width="359"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.livroclip.com.br/livroclips/5_anima.swf"&gt;&lt;embed src="http://www.livroclip.com.br/livroclips/5_anima.swf" type="application/x-shockwave-flash" width="359" height="310"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;Sobre o autor&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;Franz Kafka nasceu em 3 de julho de 1883 na cidade de Praga, que na época estava sobre influência da monarquia austro-húngara. Era filho de um comerciante judeu, o que fez com que as culturas judaica, tcheca e alemã marcassem a sua formação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Formou-se em Direito e exerceu cargos burocráticos durante a vida marcada pela solidão e por uma relação conturbada com o pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de &lt;em&gt;A Metamorfose&lt;/em&gt;, outras obras célebres são “O Processo” (1925), "O Castelo" (1926), além de vários contos e diários, como “Carta ao Pai” (1919).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suas obras são marcadas por uma atmosfera asfixiante e opressora, com situações de angústia que culminaram na criação do adjetivo “kafkiano”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kafka não obteve fama e sucesso com seus livros em vida, sendo a maioria editado postumamente por iniciativa do amigo Max Brod.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O escritor morreu em 3 de junho de 1924, vítima de tuberculose.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fonte: &lt;a href="http://www.livroclip.com.br/?acao=hotsite&amp;amp;cod=5"&gt;http://www.livroclip.com.br/?acao=hotsite&amp;amp;cod=5&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3542655961763439338-2013287949234649943?l=clinicadotexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clinicadotexto.blogspot.com/feeds/2013287949234649943/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=3542655961763439338&amp;postID=2013287949234649943' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3542655961763439338/posts/default/2013287949234649943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3542655961763439338/posts/default/2013287949234649943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clinicadotexto.blogspot.com/2008/10/metamorfose-de-franz-kafka.html' title='De sua poltrona ele governava o mundo: a metamorfose'/><author><name>Clínica do Texto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10666775647648713794</uri><email>clinicadotexto@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11768764581462577433'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3542655961763439338.post-4105631879038510428</id><published>2008-10-16T07:08:00.000-07:00</published><updated>2008-10-16T08:13:52.518-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia grega'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lesbianismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cortesãs gregas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Safos de Lesbos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Hetairas'/><title type='text'>Safo de Lesbos: Rósea lua que supera todas as estrelas... Tua beleza mata a minha sede</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Safo era maravilhosa pois em todos os tempos que temos conhecimento não sei de outra mulher que a ela se tenha comparado, ainda que de leve, em matéria de talento poético.&lt;/em&gt; (Estrabão)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="Cquote1.png" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imagem:Cquote1.png"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Há quem afirme serem nove as musas. Que erro!&lt;br /&gt;Pois não vêem que Safo de Lesbos é a décima? &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;(Platão)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;Sobre “a poetisa”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A poetisa grega Safo (&lt;em&gt;Psappha&lt;/em&gt; - como a própria assinava no dialeto eoliano) nasceu em 612 a.C. na ilha de Lesbos. Foi reconhecida por sua beleza e talento por filósofos como Sócrates e Platão. Boa parte de seus versos glorificava a homossexualidade, fato que fez cristãos destruírem grande quantidade de seus escritos, por se acreditar que as suas poesias eram imorais. As jovens mulheres da ilha de Lesbos que freqüentavam seu círculo literário – de forma a serem iniciadas nas artes da dança, da poesia, da música e também do amor –, compunham o seu círculo de amizades. Formadas por ela, essas jovens a deixariam um dia para se casar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;strong&gt;Escola de &lt;em&gt;hetairas&lt;/em&gt;: as cortesãs gregas&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Concebeu Safo uma escola para moças, onde lecionaria a poesia, dança e música - considerada a primeira "escola de aperfeiçoamento" da História. Ali as discípulas eram chamadas de &lt;em&gt;hetairai&lt;/em&gt; (amigas) e não alunas... E a mestra apaixona-se por suas amigas, todas... dentre elas, aquela que viria a tornar-se sua maior amante, Atis - a favorita, que descrevia sua mestra como vestida em ouro e púrpura, coroada de flores. Mas Atis apaixona-se por um moço e, com ciúmes, Safo dedica-lhe os versos:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;em&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Semelhante aos deuses parece-me que há de ser o feliz&lt;br /&gt;mancebo que, sentado à tua frente, ou ao teu lado,&lt;br /&gt;te contemple e, em silêncio, te ouça a argêntea voz&lt;br /&gt;e o riso abafado do amor. Oh, isso - isso só - é bastante&lt;br /&gt;para ferir-me o perturbado coração, fazendo-o tremer&lt;br /&gt;dentro do meu peito!&lt;br /&gt;Pois basta que, por um instante, eu te veja&lt;br /&gt;para que, como por magia, minha voz emudeça;&lt;br /&gt;sim, basta isso, para que minha língua se paralise,&lt;br /&gt;e eu sinta sob a carne impalpável fogo&lt;br /&gt;a incendiar-me as entranhas.&lt;br /&gt;Meus olhos ficam cegos e um fragor de ondas&lt;br /&gt;soa-me aos ouvidos;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;o suor desce-me em rios pelo corpo, um tremor (...)&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Atis, sua amiga e aluna predileta, foi retirada da Escola por seus pais. Indignada, Safo escreve que "seria bem melhor para mim se tivesse morrido":&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;object height="310" width="359"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.livroclip.com.br/livroclips/45_anima.swf"&gt;&lt;embed src="http://www.livroclip.com.br/livroclips/45_anima.swf" type="application/x-shockwave-flash" width="359" height="310"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.livroclip.com.br/index.php?acao=hotsite&amp;amp;cod=45"&gt;http://www.livroclip.com.br/index.php?acao=hotsite&amp;amp;cod=45&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;strong&gt;Safo&lt;/strong&gt;, por Celina F. Lage&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;fr.74 R&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Pôs-se a lua&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;e as Plêiades; é meia&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;noite, passa a hora&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;e eu sozinha estou deitada&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;------------------&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;strong&gt;Safo&lt;/strong&gt;, por Olimar F. Júnior&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;fr. 1 V&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Imortal de colorido trono, Afrodite,&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;filha de Zeus, ardilosa, suplico-te,&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;não me submetas com gemidos nem angústias,&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;senhora, o coração.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Mas vem cá, se uma vez&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;os meus lamentos ouvindo de longe&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;atendias e, deixando do pai o palácio&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;dourado, vieste&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;com a carruagem atrelada: belos te conduziam&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;ligeiros pardais ao redor da terra negra,&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;espessas asas agitando do alto,&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;pelo meio do céu&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;depressa avançavam. E tu, ó bendita,&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;sorridente com a imortal face&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;perguntaste por que sofri&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;por que chamei&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;e o que, mais que tudo, quero cultivar&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;no meu louco coração: "quem, desta vez, pela persuasão&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;buscas conduzir para tuas relações mais íntimas? Quem,&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;ó Safo, te faz sofrer?&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Pois se foge, rapidamente perseguirá.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Se nem presentes aceitava, logo dará.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;E se não ama, rapidamente amará&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;mesmo não querendo.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Vem até mim também agora, alivia a penosa&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;aflição e quanto cumprir&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;meu coração deseja, cumpre: tu, assim,&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;sê minha aliada.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;------------------&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;strong&gt;Safo&lt;/strong&gt;, por Jacyntho Lins Brandão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;fr. 16 V (v. 1-4)&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Uns de cavaleiros armada, outros de infantes,&lt;br /&gt;outros de naus dizem sobre a terra negra&lt;br /&gt;ser o mais belo - eu, aquilo&lt;br /&gt;que alguém ama.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;fr. 31 V&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Parece-me aquele igual a deuses&lt;br /&gt;ser, o homem que diante de ti&lt;br /&gt;se senta e perto tua doce fala&lt;br /&gt;escuta&lt;br /&gt;e teu riso sedutor - o que, a mim,&lt;br /&gt;o coração no peito dilacerou!&lt;br /&gt;Pois com te olhar apenas, já nada falar&lt;br /&gt;mais me é dado.&lt;br /&gt;Faz-se minha língua em pedaços e, fino,&lt;br /&gt;logo sob a pele um fogo corre.&lt;br /&gt;Com os olhos nada vejo e ribombam-me&lt;br /&gt;os ouvidos.&lt;br /&gt;De mim suor frio escorre e um tremor&lt;br /&gt;toda me prende. Mais verde que erva&lt;br /&gt;estou - e bem morta, por bem pouco,&lt;br /&gt;pareço...&lt;br /&gt;Mas tudo é para ousar...&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;fr. 34 V&lt;br /&gt;&lt;em&gt;estrelas em volta da lua bela&lt;br /&gt;de novo escondem a luminosa face&lt;br /&gt;quando mais cheia ela brilha&lt;br /&gt;sobre a terra&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fr. 47 V&lt;br /&gt;&lt;em&gt;............................. E Eros sacode-me&lt;br /&gt;as entranhas, como o vento de sobre o monte nos carvalhos caindo.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;fr. 130 V&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eros de novo a mim, o soltamembros, agita,&lt;br /&gt;doce amargo indomável animal.&lt;br /&gt;Ó Átis: a ti, em mim, fez-se odioso&lt;br /&gt;pensar - e para Andrômeda voas.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#6666cc;"&gt;&lt;strong&gt;Leia a obra&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;a href="http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&amp;amp;co_obra=3449"&gt;http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&amp;amp;co_obra=3449&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#6666cc;"&gt;&lt;strong&gt;Bibliografia&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;· LESBOS, Safo de. &lt;em&gt;Poesia completa&lt;/em&gt;. Rio de Janeiro, 1990.&lt;br /&gt;· ANTUNES, A. A. &lt;em&gt;Safo: tudo que restou&lt;/em&gt;. Além Paraíba (MG): Interior, 1987.&lt;br /&gt;· FONTES, J. B. &lt;em&gt;Eros, tecelão de mitos: a poesia de Safo de Lesbos&lt;/em&gt;. São Paulo: Estação Liberdade, 1991.&lt;br /&gt;· MALHADAS, D. &amp;amp; MOURA NEVES, M. H. &lt;em&gt;Antologia de poetas gregos de Homero a Píndaro&lt;/em&gt;. Araraquara: FFCLAr-UNESP, 1976.&lt;br /&gt;· &lt;em&gt;SAFO DE LESBOS&lt;/em&gt;. Trad. P. Alvim. São Paulo: Ars Poetica, 1992.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3542655961763439338-4105631879038510428?l=clinicadotexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clinicadotexto.blogspot.com/feeds/4105631879038510428/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=3542655961763439338&amp;postID=4105631879038510428' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3542655961763439338/posts/default/4105631879038510428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3542655961763439338/posts/default/4105631879038510428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clinicadotexto.blogspot.com/2008/10/safo-de-lesbos-rsea-lua-que-supera.html' title='Safo de Lesbos: Rósea lua que supera todas as estrelas... Tua beleza mata a minha sede'/><author><name>Clínica do Texto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10666775647648713794</uri><email>clinicadotexto@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11768764581462577433'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3542655961763439338.post-9139594119813642190</id><published>2008-09-25T07:07:00.000-07:00</published><updated>2008-09-25T07:12:05.813-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amizade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='clínica do texto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='para alguns amigos'/><title type='text'>PARA ALGUNS AMIGOS...</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;color:#6666cc;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;o som da esperteza&lt;br /&gt;o som do céu e do mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o aperitivo de uma noite amarga.&lt;br /&gt;amigos amargos que&lt;br /&gt;discutem quem fará o elogio fúnebre,&lt;br /&gt;semi-homens amargos tentando roubar suas mulheres,&lt;br /&gt;semi-mulheres amargas se deixando roubar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;me levou 15 anos para humanizar a poesia&lt;br /&gt;mas será preciso mais do que eu&lt;br /&gt;para humanizar a humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;as boas almas não irão fazê-lo&lt;br /&gt;a anarquia não irá fazê-lo&lt;br /&gt;pretos&lt;br /&gt;amarelos&lt;br /&gt;índios&lt;br /&gt;latinos&lt;br /&gt;eles não irão fazê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;acredito na força da mão sangrenta&lt;br /&gt;acredito no gelo eterno&lt;br /&gt;eu exijo que nós morramos&lt;br /&gt;de lábios azuis e sorrindo contra a impossibilidade&lt;br /&gt;de nós mesmos&lt;br /&gt;esticados sobre nós mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nos encontramos, uma vez,&lt;br /&gt;numa adega escura de Barcelona, mas então&lt;br /&gt;nos separamos. Afinal&lt;br /&gt;algumas pessoas foderão um poste de luz sob&lt;br /&gt;o luar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;meu elogio? quem o lerá? ao menos terei uma&lt;br /&gt;sepultura? quem ficará feliz no meu&lt;br /&gt;enterro? mais um maldito gênio se&lt;br /&gt;foi. idiotas adoram enterrar&lt;br /&gt;deuses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;enquanto isso esperam que minha máquina de escrever falhe,&lt;br /&gt;que meu amor diminua, que minha esperança diminua,&lt;br /&gt;que minha dor aumente.&lt;br /&gt;ah, meus amigos todos me desejam o&lt;br /&gt;melhor das coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;idiotas que discursam raivosos de porta em porta&lt;br /&gt;venham todos&lt;br /&gt;para jogar seu veneno especial sobre mim e sobre&lt;br /&gt;as pequenas coisas que são&lt;br /&gt;minhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pequenas crianças-rato do universo&lt;br /&gt;aproveitem o fato de que eu vos permiti insultar-me&lt;br /&gt;aproveitem o fato de que eu abri a porta&lt;br /&gt;aproveitem o fato de que eu ou envelheci&lt;br /&gt;ou desapareci com o tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ah, meus amigos&lt;br /&gt;meus amigos&lt;br /&gt;meus amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[by C. B., Trad. Especial para a Clínica do Texto]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3542655961763439338-9139594119813642190?l=clinicadotexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clinicadotexto.blogspot.com/feeds/9139594119813642190/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=3542655961763439338&amp;postID=9139594119813642190' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3542655961763439338/posts/default/9139594119813642190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3542655961763439338/posts/default/9139594119813642190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clinicadotexto.blogspot.com/2008/09/para-alguns-amigos.html' title='PARA ALGUNS AMIGOS...'/><author><name>Clínica do Texto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10666775647648713794</uri><email>clinicadotexto@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11768764581462577433'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3542655961763439338.post-755714265309331605</id><published>2008-03-27T13:22:00.000-07:00</published><updated>2008-03-28T08:18:27.264-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres na Bíblia A. T. – crítica e interpretação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Shabat – cultura judaica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres na ciência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres literatura rabínica – judaísmo'/><title type='text'>DO GÊNESIS AO GÊNERO: UM POTE ATÉ AQUI DE MÁGOAS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;INTRODUÇÃO&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Ó Mulher! Como és fraca e como és forte!&lt;br /&gt;Como sabes ser doce e desgraçada!&lt;br /&gt;Como sabes fingir quando em teu peito&lt;br /&gt;A tua alma se estorce amargurada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas morrem saudosas duma imagem&lt;br /&gt;Adorada que amaram doidamente!&lt;br /&gt;Quantas e quantas almas endoidecem&lt;br /&gt;Enquanto a boca ri alegremente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanta paixão e amor às vezes têm&lt;br /&gt;Sem nunca o confessarem a ninguém&lt;br /&gt;Doces almas de dor e sofrimento!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paixão que faria a felicidade&lt;br /&gt;Dum rei; amor de sonho e de saudade,&lt;br /&gt;Que se esvai e que foge num lamento!&lt;/em&gt; (A mulher, Florbela Espanca)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O imaginário coletivo constrói-se através de práticas discursivas que expressam as concepções que os povos têm acerca do destino e do seu lugar no universo. Ao longo de sucessivos processos civilizatórios, essas práticas discursivas desempenham importante papel na formação da sociabilidade cultural de homens e mulheres. Com o tempo e o acúmulo de experiências, reforçamos nosso sistema de etiquetas, mais compatível com o passado de “suposições” e idéias preconcebidas, sem questionar imperativos de uma ordem social arbitrária de relações de dominação. Cada um se conforma porque os outros também obedecem.&lt;br /&gt;A representação do papel subalterno da mulher em diferentes formações socioculturais gerou permanências nas relações simbólicas que se configuram no interior de práticas discursivas falo-narcísicas. Tais relações simbólicas, segundo Bourdieu, funcionam como articulações das relações de classe e como tal são instrumentos de poder e dominação: “o campo simbólico reproduz o campo das relações de produções sociais. Os sistemas simbólicos têm a função de ordenação lógica ou de representar coerentemente o mundo e esta função, em uma sociedade de classes, assume um aspecto eminentemente político de legitimação de hierarquias sociais”.&lt;br /&gt;Ao estudar comparativamente a herança das culturas judaica, cristã e grega, observamos que o discurso do Ocidente foi cimentado unilateralmente sob o ponto de vista masculino. Esta matriz androcêntrica sempre foi avessa à participação da mulher na produção do saber, negando-lhe o acesso à prática mais prestigiada de cultura intelectual: o estudo da ciência, privando-a igualmente de expressar sua voz e desenvolver o apreço pelo ato de conhecer. Fortemente calcado na devoção ortodoxa (negação da sedução) e obediência servil, tal legado histórico aprisionou as mulheres ao “monopólio masculino da língua e produção do conhecimento”.&lt;br /&gt;No caso da cultura judaica, a atribuição do papel social feminino vincula-se ao principal pilar do judaísmo: a celebração do Shabat (dia consagrado ao repouso), cuja memória litúrgica do tempo santificado revigora o sistema de crenças do judaísmo. Sob domínio e inscrição do homem, as narrativas bíblicas de tempos passados preservaram a memória judaica da erosão inexorável do tempo, pois tiveram a intenção de resguardar a imagem divina da criação.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por outro lado, ao mesmo tempo em que a noção de repouso sabático representa transcendência dos limites do tempo histórico enquanto vivência antecipada do tempo messiânico, também é a principal responsável pela estabilidade da organização social da cultura judaica, na medida em que o homem, doravante responsável por seu destino, transforma-se em protagonista da história: sua responsabilidade desloca-se do reino da natureza (ou do cosmos) para o plano da história.&lt;br /&gt;Nesse ponto cabe contestar: se o cuidado e obediência aos preceitos do Shabat foram concedidos à mulher, sob a alegação de que a “graça já lhe pertence” por natureza, não se justifica a privação de seu acesso aos estudos e à ciência. A construção de seu papel axial vinculado à vida doméstica aprisionou o desenvolvimento intelectual de mulheres que se viram praticamente limitadas à condição de filhas, esposas e mães. As atividades de cunho espiritual elevado tornaram-se uma exclusividade masculina, enquanto às mulheres lhe foram negadas o prazer do acesso ao estudo..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O &lt;em&gt;SHABAT&lt;/em&gt; E O PAPEL DA MULHER NA CULTURA JUDAICA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Há três pecados que causam a morte da mulher no parto:&lt;br /&gt;o descuido com a separação menstrual, com a oferta da massa de pão&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;e com a luz da vela [do Shabat].&lt;/em&gt; (Shabat 2, 6)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Na cultura judaica, coube à mulher a tarefa privilegiada de cuidar do dia consagrado ao repouso divino, ao mesmo tempo em que por séculos a fio o acesso aos estudos lhe foi negado. Tal deleite foi conferido somente aos homens (preferencialmente àqueles que foram devidamente circuncidados).&lt;br /&gt;Muito já se escreveu sobre o Shabat, confirmando-lhe posição proeminente na preservação da tradição e da cultura judaicas. Ao lado dos preceitos éticos da &lt;em&gt;santidade familiar&lt;/em&gt; e da &lt;em&gt;sexualidade&lt;/em&gt;, o Shabat configura-se como um dos três pilares do judaísmo. Segundo A. J. Heschel, “a catedral do judeu é o Shabat” e de acordo com Milgram, “o deleite do Shabat representa o antegozo da completa ventura que aguarda os homens bons no mundo do porvir”. Tendo papel de centralidade na fundação do ethos judaico e na preservação da memória da erosão inexorável do tempo histórico, procuramos abordar este pilar sagrado na perspectiva do infinitivo, sabendo de antemão que o tempo dignificado no judaísmo tem primazia sobre o espaço, e a sua lembrança reforça a natureza do pacto ético firmado entre Deus e o homem, que o faz recordar continuamente o Pai Criador e a própria dádiva da criação.&lt;br /&gt;O “Shabat” representa o sétimo dia da semana, correspondente ao dia que se seguiu à Criação do Universo, quando então o Eterno descansou (Êxodo 20: 8,12). Conforme já cristalizado pela memória da tradição javista criacionista, subentende-se que se retirando para o repouso, Deus não só deu por acabada a sua obra, justificando-Lhe o descanso (Deus é fatigável?) como também se eximiu de responsabilidade sobre o destino do homem. Compete a este seguir o caminho indicado por Deus (&lt;em&gt;Halakhah&lt;/em&gt;) ou escolher outro destino para si, pois sua história (eis a novidade) passa a ser fruto das ações &lt;em&gt;hic et hunc&lt;/em&gt;; não pode se furtar à tarefa de assumir as responsabilidades correlatas a cada escolha porque nesta luta paradoxal — concebida como resposta humana ao desafio divino — homens e mulheres são igualmente criadores de sua própria história.&lt;br /&gt;Após análise do lugar destacado que ocupa este “microcosmo do cosmo” — um universo complexo e abundante de significados — pretende-se aqui apontar os valores que subjazem à noção mítica do Shabat, na tentativa de compreender como se deu a representação do papel axial (social e sexual) da mulher na cultura judaica: tão próximas do Shabat, porém quase sempre longe dos Estudos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O PARAÍSO ADIADO: TEMPO DE LEMBRAR... REPOUSAR... ESPERAR&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Mais carne, mais vermes; mais propriedades, mais cuidados;&lt;br /&gt;mais mulheres, mais feitiços; mais concubinas, mais impudor; [...]&lt;br /&gt;Mais Torá, mais vida; mais estudo, mais sabedoria;&lt;br /&gt;mais indagação, mais discernimento; mais justiça, mais paz.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;(Ética dos Pais - &lt;em&gt;Pirkei Avot&lt;/em&gt;, cap. II, 7)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme sugerem os infinitivos do título, numa projeção temporal cíclica da existência, consideramos o Shabat como ponto de partida para compreender o papel axial assumido pela mulher no judaísmo desde a sua fundação. A essência do judaísmo remete a este pilar messiânico, reversível pela memória em ritual que assegura a sua permanência. Cumpre entender o papel de centralidade deste “microcosmo do cosmo” na representação do feminino, pois, conforme adiantado no preâmbulo deste ensaio, a tarefa de “cuidar” do Shabat foi atribuída, exclusivamente, à mulher. O preço? Ficar longe dos estudos.&lt;br /&gt;Para manter a memória como centro vivo da tradição, o Shabat foi o Dia escolhido para lembrar &lt;em&gt;ad infinitum&lt;/em&gt;, o repouso que se seguiu à criação. Essa lembrança reiterada atua como pressuposto da cultura judaica que se perpetua através da história. Representa o dia, doravante consagrado (&lt;em&gt;kadósh&lt;/em&gt;). É “O dia” escolhido por Deus para repousar, portanto um dia Santo em relação ao tempo, o mesmo tempo no interior do qual Deus não pode estar inserido, pois “Deus é eterno”, não pertence ao tempo e não se ajusta às noções sombrias do homem.&lt;br /&gt;Em meio à tensão dialética entre a vontade de um Criador onipresente e o livre-arbítrio de sua criação, “o homem é livre para escolher seu caminho e deve aceitar as conseqüências de sua escolha”. Não obstante, o ato de escolha foi tão determinante na definição do papel axial de Eva, modelada a posteriori a partir de uma costela tomada de um homem (Gênesis 2, 18-23), quanto na passagem da “queda” de Adão (Gênesis 3, 16), seguida de castigo pela desobediência a Deus. Lembrar é um imperativo para não esquecer e cuja intimação da memória atua tanto a serviço de Deus quanto em benefício de quem recorda o passado: “Lembra-te dos dias antigos, considere os anos das gerações passadas” (Deuteronômio 32, 7). Lembrar é um signo que representa a necessidade de imitar a Deus, e de reviver ciclicamente o tempo santificado: o dia do Shabat: “Lembra-te de santificar o dia de sábado... porque em seis dias o Eterno fez o céu, a terra, o mar... e repousou no sétimo dia... Por isso abençoou o dia de sábado [Shabat] e o consagrou”. (Êxodo 20, 8, 11)&lt;br /&gt;O problema é que tais episódios bíblicos recuperados pela memória, embora vitais na preservação da cultura judaica, conformaram à mulher um estatuto social inferior.&lt;br /&gt;Há, pois, dois valores primordiais que parecem ser inerentes à noção do Shabat, conforme ilustram as palavras de Abraham E. Milgram: “Graças ao Shabat estabeleceu-se solidamente o princípio segundo o qual os homens têm o direito de viverem livres da escravidão imposta pela ininterrupta labuta e de gozarem no seu sentir e pensar a liberdade necessária para que ambos possam desabrochar e refletir a sua origem divina”.&lt;br /&gt;Na tradição da cultura judaica, o Shabat é o dia santo no qual não é permitido qualquer tipo de intervenção do homem no universo material ou espiritual; não se pode fazer nada com o propósito de intervir na natureza, porque esta interferência do homem simboliza o inverso da noção sabática de repouso na qual a paz e o equilíbrio devem ser mantidos. Segundo Fromm, “o homem deve deixar a natureza intocada, não modificá-la de forma alguma, seja construindo ou destruindo qualquer coisa. Mesmo a menor modificação feita pelo homem no processo natural é uma violação do repouso”. O Shabat é o tempo e o templo santificado para o homem.&lt;br /&gt;Na história do povo judeu, a mesma lei que parece aprisionar é a lei que liberta. A manutenção da reverência e respeito ao preceito sabático, condicionando o modus vivendi de seus seguidores, garantiu a perpetuação não só do preceito, mas do próprio povo que buscou por meio dele conquistar a liberdade plena. Longe de representar escravidão e submissão, o Shabat é a razão de existir e, mais, existir na plenitude da liberdade. Conforme defendeu Erich Fromm, o Shabat foi incluído com destaque entre os Dez Mandamentos porque “expressa a idéia central do judaísmo: a idéia de liberdade, de completa harmonia entre homem e natureza e entre homem e homem; a idéia da antecipação do tempo messiânico e da derrota, pelo homem, do tempo, da tristeza e da morte”.&lt;br /&gt;Sem este valor essencial a ele atribuído, o povo judeu não teria subsistido há tantas humilhações e intempéries durante tanto séculos e séculos. Com efeito, o Shabat é um dos responsáveis por garantir a sobrevivência e a identidade do povo judeu no curso de sua própria história, e através da História. Nessa mesma linha de pensamento, Asheri argumenta que “o Shabat é um dos maiores presentes que Deus concedeu aos judeus, e os historiadores do povo judeu repetidamente afirmaram que ‘tanto quanto Israel manteve o Shabat, o Shabat manteve Israel’. O Shabat, sem dúvida, constitui uma das forças mais poderosas na preservação dos judeus como um povo, durante séculos de exílio e perseguição”.&lt;br /&gt;De posse do livre-arbítrio, os homens tomaram para si a tarefa de governar o mundo, criando um tal aparato simbólico que doravante foi sustentado por meio da atribuição de papéis culturais (somente à mulher foi concedido o direito de cuidar do Shabat), de papéis sociais (no casamento, a função da mulher é servir ao homem e cuidar da casa) e, finalmente, papéis sexuais (a mulher foi feita para aliviar a solidão do homem, “para com ele se deitar, e reproduzir”). Segundo Sherry Ortnet, uma das modalidades dessa ideologia androcêntrica presente em diversas culturas (não ocorre somente na cultura judaica) e elaborada unicamente sob o crivo masculino é a representação da inferioridade feminina por meio de “arranjos sócio-estruturais que excluem a mulher da participação, ou mesmo do contato, com o domínio em que se acredita estarem depositados os poderes da sociedade”. As mulheres judias gozam do privilégio nas obrigações sabáticas, mas são terminantemente proibidas de estudar a Torah. (conhecido como Pentateuco ou Lei mosaica, são as escrituras religiosas judaicas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ÍMPARES ENTRE PARES: GÊNERO E CIÊNCIA&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A meu ver, temos um problema ainda insolúvel. Por que as mulheres sempre foram tratadas como objeto residual da história, seja como tema, seja como assunto ou texto, sem direito à voz e ao saber? Afinal, as mulheres representam ameaça ao poder falocêntrico?&lt;br /&gt;Na representação secular do imaginário bíblico, uma vez expulsas do Jardim do Éden após a “queda”, e sem direito à voz, as mulheres foram terminantemente proibidas de alimentar o espírito com frutos da árvore do conhecimento. E de tal modo que os conflitos apenas foram adiados, mas nunca deixaram de existir, estendendo-se para o conjunto das relações sociais, comprometendo o exercício da cidadania plena em diferentes esferas da vida, do trabalho, família, educação, ciência e tecnologia.&lt;br /&gt;Se a representação sociocultural e simbólica da mulher nos grandes sistemas religiosos que monopolizaram o acesso à educação e à produção dos valores plausíveis à lógica de manutenção do poder temporal sacerdotal e eclesiástico corroborou para obliterar a voz das mulheres (na Bíblia e na vida), privando-as do acesso ao conhecimento, fazendo-as desaparecer pouco a pouco até se tornarem objetos residuais da história; e se, por outro lado, for possível identificar que, na produção intelectual e científica atual, ainda ocupam papel adjutório enquanto subproduto, alvo, objeto ou aposta do discurso masculino-patriarcal e hegemônico, presume-se que a manutenção deste discurso técnico-científico-racional e retórico (apelo à objetividade, negação da subjetividade e ausência de paixões) contribui, indubitavelmente, não só para mantê-las ainda mais distantes do acesso ao conhecimento e à informação — na medida em que são reduzidas à categoria de “assunto” sobre o qual se versa e sobre a qual apenas se fala, raramente respeitadas enquanto “sujeito” — bem como também demonstra que tais classificações estereotipadas servem à manutenção das relações de poder em benefício dos agentes produtores de ciência, esmaecendo ainda mais a sua influência, turvando, por fim, qualquer possibilidade real de construirmos a igualdade de gêneros neste século XXI.&lt;br /&gt;Em contato preliminar com bibliografia especializada, nota-se que quase tudo o que se pôde dizer, tanto quanto o que já foi dito sobre a mulher, quase sempre nunca o foi dito pela voz feminina; e o que comumente já foi dito (e mesmo não-dito) sempre esteve em consonância com o discurso do poder — sabidamente manipulado pela hegemonia masculina. É uma onda de supremacia falocêntrica que se projeta sobre o fundo dos fatos parcelados, com sua espuma de passado (vinculada à tradição judaica e cristã) e sua crista de futuro incerto e nebuloso, ainda que tardiamente pautado, arrazoadamente, na igualdade de gêneros, graças à luta de mulheres de todo o mundo.&lt;br /&gt;Com efeito, é sempre observando melhor como tais relações e cristalizações se fizeram sólidas na sociedade que novas representações da mulher se fazem e se farão. O sentido que conferimos ao misterioso poder reservado à sedução e ao feminino ao longo dos séculos teve a sua origem fundada em equívocos construídos pela tradição javista-cristã, passando pela misoginia dos textos medievais para tão-somente no século XX, bem tardiamente, portanto, ser reformulado em termos de igualdade de gêneros.&lt;br /&gt;Muito do que já se disse antes sobre o feminino precisa ser expresso em outros termos, pois não existem “problemas” separados, nem há caminhos verdadeiramente opostos; tampouco há “soluções” que sejam apenas parciais, nem progressos por acumulação e nem opções sem retorno. Vários elementos são constitutivos do Ser. Sendo ramos do Ser, cada um deles pode trazer consigo toda a ramagem, que pode ser descrita ou dita de outro modo.&lt;br /&gt;Linguagem e Poder são duas faces constitutivas da mesma hegemonia androcêntrica que se perpetuou ao longo dos séculos por intermédio de vozes masculinas incontestes na tradição das culturas judaica e cristã. A supremacia masculina conservou-se, contudo, muito mais pela manutenção das formas de organização social, que encontraram respaldo e legitimidade, atestados pela solidez da linguagem, no interior da qual foi igualmente prescrito o lugar da mulher na história. Circunscrito à revelia o papel axial das mulheres, fora do reino da história, privadas do fazer e do saber, perpetuaram as desigualdades de gênero, marcadas por privilégios e relações desiguais, por definições e classificações estereotipadas do que é ser mulher e do que é ser homem; tais representações foram comumente manipuladas por quem monopolizou com exclusividade o acesso aos estudos, à linguagem e à produção de conhecimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;EM BUSCA DE IGUALDADE NO ÉDEN DA CIÊNCIA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Sobre teu corpo, que há dez anos&lt;br /&gt;se vem transfundindo em cravos&lt;br /&gt;de rubra cor espanhola,&lt;br /&gt;aqui estou para depositar&lt;br /&gt;vergonha e lágrimas.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;[Carlos Drummond de Andrade, &lt;em&gt;Novos poemas&lt;/em&gt;, 1946-1947]&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O tratamento concedido à mulher pelas vozes masculinas no discurso rabínico tradicional, bem como pela literatura misógina medieval, desde a patrística cristã, é no mínimo motivo de controvérsia. A despeito desta abordagem ambígua aplicada às mulheres na Bíblia pelos seus intérpretes tradicionais, da qual deriva toda a influência sobre o pensamento ocidental judaico-cristão por séculos, e que sobrevive até hoje na memória coletiva da civilização ocidental, o propósito deste artigo foi apontar o deslocamento axiológico da mulher na história, pressuposto ideológico para manter afastada a voz feminina com a atribuição de papéis sociais e sexuais (ora misóginos ora encomiásticos) sob o controle do discurso dominante (masculino).&lt;br /&gt;Nesse longo processo de dominação masculina no qual a mulher aparece como subproduto do homem, toda vez que se pensa o papel da mulher sob um viés diferente é preciso solicitar uma produção de discursos e saberes tanto mais pertinentes conforme a perplexidade causada pelo deslocamento produzido pelo discurso patriarcal. Talvez por isso seja tão difícil definir o topoi axial da mulher nos dias de hoje. De acordo com Marta Topel, “Não existe uma única definição do papel da mulher que possa ser extrapolado das fontes. Ao contrário, encontramos ao mesmo tempo igualdade e hierarquia, respeito e superioridade, admiração e receio, obediência e insubordinação, ação e passividade, compaixão e insensibilidade. [...] Falta um critério unívoco para definir o lugar dado à mulher no judaísmo”.&lt;br /&gt;Como explicar a falta de definição do status ou do lugar axial da mulher senão admitindo que as tentativas históricas ao longo do tempo, desde a criação, trabalharam para eliminar da história o sujeito — a mulher? A verdadeira causa histórica desta injustiça social consistiu no exercício opressivo do poder patriarcal judaico-cristão que, tratando a mulher como o alvo, o objeto ou a aposta de seu discurso masculino, não permitiu que ela participasse, nem falasse e nem fosse consultada a respeito. Tratando-a como “um texto” e fazendo da mulher um tema ou assunto do qual se pudesse extrair uma essência, excluíram-na, enquanto essência, do palco histórico do mundo.&lt;br /&gt;Desvencilhar-se desta armadilha essencialista(lizante) de pensar e falar sobre as mulheres, retirando-lhes a própria voz em nome de um objeto de discurso qualquer, a meu ver, é um imperativo categórico que se impõe no novo milênio. As vozes falantes, ou seja, as manifestações da fala determinam o entendimento em torno de um assunto e inscrevem-no em seu código lingüístico-cultural, o qual norteia a visão de mundo de seus partícipes. A voz da mulher nem sempre foi atualizada para que, na qualidade de ação, fosse marcada pela história, no entanto, essas ações com marcas na história é que conferem inserção e participação dos sujeitos como seres de cultura, e como seres de cultura os falantes são necessariamente seres de história.&lt;br /&gt;Ora, qual é e como tem sido o lugar conferido à mulher pela cultura? Esta inscrição do sujeito, homem ou mulher, ocorre no discurso do “Outro”, não sendo, portanto, rigidamente fixada, mas passa por significativas modificações ao longo da história, de acordo com as tensões dialéticas em questão. Procuramos refletir sobre o legado cultural judaico-cristão na conformação de nosso ethos machista contemporâneo. Sabemos que o povo judeu inventou o significado da história, preservada pela memória. Mas, dada sua natureza, a memória na cultura judaica é seletiva, pois é impossível lembrar-se de tudo. Com os avanços em direção à sociedade do conhecimento e a ruptura do silêncio no ambiente acadêmico em relação às imagens distorcidas e estereótipos que pesam sobre o feminino, abre-se espaço para o nascimento de um campo específico de pesquisa: “mulher e ciência”.&lt;br /&gt;A título de conclusão, conforme sublinhou Alicia Ostriker, se &lt;em&gt;Ruach&lt;/em&gt; (alma) é uma mulher, se &lt;em&gt;Hokhmah&lt;/em&gt; (sabedoria) é uma mulher, se &lt;em&gt;Rachmanes&lt;/em&gt; (compaixão) deriva do ventre de uma mulher, se o &lt;em&gt;Shabat&lt;/em&gt; é uma noiva, se &lt;em&gt;Shehina&lt;/em&gt; é filha, noiva, mãe, lua, mar, fé, sabedoria e discurso — então é na linguagem, o local de interpretação, o local de diálogo, interrogação, comentário, riso, local da desobediência sagrada, de teimosia persistente, luta e demanda de benção — é aqui, no lugar da metáfora, que a Mulher aguarda ser reconhecida como igual. Equivale admitir que merece, pois, maior espaço e reconhecimento no Éden da ciência, do que até então lhe foi logrado desfrutar, diga-se de passagem, por força de muita luta e conquistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Referências bibliográficas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ASHERI, Michael. &lt;em&gt;O judaísmo vivo&lt;/em&gt;. Rio de Janeiro: Imago Editora, 1987.&lt;br /&gt;BÍBLIA SAGRADA. Trad. João Ferreira de Almeida. São Paulo: Geográfica, 1999.&lt;br /&gt;BLOCH, R. Howard. &lt;em&gt;Misoginia medieval e a invenção do amor romântico ocidental&lt;/em&gt;. Trad. Cláudia Moraes. Rio de Janeiro: Editora 34, 1995.&lt;br /&gt;BORGES, Maria de Lourdes. Gênero e desejo: a inteligência estraga a mulher? In: &lt;em&gt;Estudos Feministas&lt;/em&gt;, Florianópolis, 13(3): 672-674, set.-dez. 2005.&lt;br /&gt;BOURDIEU, Pierre. &lt;em&gt;A dominação masculina&lt;/em&gt;. Trad. Maria Helena Kühner. 5ª edição. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2007.&lt;br /&gt;_____. O mercado de bens simbólicos. In: MICELE (Org.) &lt;em&gt;A economia das trocas simbólicas&lt;/em&gt;. São Paulo: Editora Perspectiva, 1974.&lt;br /&gt;BOYARIN, Daniel. &lt;em&gt;Israel carnal: lendo o sexo na cultura talmúdica&lt;/em&gt;. Trad. André Cardoso. Rio de Janeiro: Imago, 1994.&lt;br /&gt;BRUSCHINI, Cristina; ARDAILLON, D. et al. &lt;em&gt;Tesauro para estudos de gênero e sobre mulheres&lt;/em&gt;. São Paulo: Fundação Carlos Chagas,/Ed. 34, 1998.&lt;br /&gt;BUCHMANN, Cristina. &amp;amp; SPIEGEL, Celina. (Orgs.) &lt;em&gt;Fora do jardim: mulheres escrevem sobre a Bíblia&lt;/em&gt;. Rio de Janeiro: Imago, 1995.&lt;br /&gt;CAMPOS, Haroldo de. &lt;em&gt;Bre’shith - a cena de origem&lt;/em&gt;. São Paulo: Perspectiva, 1995.&lt;br /&gt;CINTRA, A. M. M. “Determinação do tema de pesquisa”. In: &lt;em&gt;Ciência da Informação&lt;/em&gt;, Brasília, 11(2): 13-16, 1982.&lt;br /&gt;FROMM, Erich. &lt;em&gt;O espírito da liberdade&lt;/em&gt;. Rio de Janeiro: Editora Guanabara, 1987.&lt;br /&gt;FUNDAÇÃO FRITZ PINKUSS. &lt;em&gt;O Shabat&lt;/em&gt;. São Paulo: Congregação Israelita Paulista, 1961.&lt;br /&gt;GOLDENBERG, Mirian. &lt;em&gt;A arte de pesquisar: como fazer pesquisa qualificativa em ciências sociais&lt;/em&gt;. 10ª edição. Rio de Janeiro: Record, 2007.&lt;br /&gt;GUINSBURG, J. &lt;em&gt;O judeu e a modernidade&lt;/em&gt;. São Paulo: Perspectiva, 1970.&lt;br /&gt;KEHL, Maria Rita. &lt;em&gt;Deslocamentos do feminino: a mulher freudiana na passagem para a modernidade&lt;/em&gt;. Rio de Janeiro: Imago, 1998.&lt;br /&gt;LEONE, Alexandre G. A imagem divina e o pó da terra. Humanitas/Fapesp, 2002.&lt;br /&gt;MALOGOLOWKIN, Michael. (Org.) &lt;em&gt;Shabát - a consagração do repouso: a crença no Deus único, criador do universo&lt;/em&gt;. Rio de Janeiro: Exodus, 1998.&lt;br /&gt;SCHIEBINGER, Londa. &lt;em&gt;O feminismo mudou a ciência?&lt;/em&gt; Trad. Raul Fiker. Bauru: EDUSC, 2001.&lt;br /&gt;SCHMITT-PANTEL, Pauline. “A criação da mulher”: um ardil para a história das mulheres? In: MATOS, Maria Izilda Santos de; SOIHET, Rachel. (Orgs.). &lt;em&gt;O corpo feminino em debate&lt;/em&gt;. São Paulo: Ed. Unesp, 2003, p. 129-156.&lt;br /&gt;SCLIAR, Moacyr. &lt;em&gt;Judaísmo: dispersão e unidade&lt;/em&gt;. São Paulo: Ática, 1994.&lt;br /&gt;TABAK, Fanny.&lt;em&gt; O laboratório de Pandora&lt;/em&gt;. Rio de Janeiro: Garamond, 2002.&lt;br /&gt;TOPEL, M. F. Feminismo e feminilidade: algumas interpretações sobre o papel da mulher judia ortodoxa. In: &lt;em&gt;Anais Eletrônicos Seminário Internacional de História das Religiões&lt;/em&gt;. Recife: Associação Brasileira, 2001.&lt;br /&gt;VERUCCI, Florisa. &lt;em&gt;O direito da mulher em mutação&lt;/em&gt;. Belo Horizonte: Editora Del Rey, 1999.&lt;br /&gt;YERUSHALMI, Y. &lt;em&gt;Zakhor: história judaica e memória judaica&lt;/em&gt;. Rio de Janeiro: Imago, 1992.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Notas :::::::::::::&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;1. Palavra derivada do hebraico שבת, &lt;em&gt;shabbāt&lt;/em&gt;, "descanso"; &lt;em&gt;Shabbos&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;Shabbes&lt;/em&gt; na pronúncia asquenazi é o nome dado ao dia de descanso semanal no judaísmo, sendo observado a partir do pôr-do-sol da sexta-feira até o pôr-do-sol do sábado. De acordo com a tradição judaica, o dia de Shabat é santificado, foi ordenado por Deus como um dia de descanso após a Criação.&lt;br /&gt;2. Fundação Fritz Pinkuss. &lt;em&gt;O Shabat&lt;/em&gt;. São Paulo: Congregação Israelita Paulista, 1961, p. 8.&lt;br /&gt;3. &lt;em&gt;Halakhah&lt;/em&gt;: caminho que aproxima o homem de Deus; é um sistema de leis e preceitos que rege a vida dos judeus ortodoxos que buscam imitar a imagem do Eterno em sua perfeição.&lt;br /&gt;4. FROMM, Erich. &lt;em&gt;O espírito da liberdade&lt;/em&gt;. Rio de Janeiro: Editora Guanabara, 1987, p. 100.&lt;br /&gt;5. FROMM, Erich. &lt;em&gt;Op. cit&lt;/em&gt;., p. 7.&lt;br /&gt;6. &lt;em&gt;Idem&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;ibidem&lt;/em&gt;, p. 157 (grifo nosso).&lt;br /&gt;7. FROMM, Erich. &lt;em&gt;Op. cit&lt;/em&gt;., p. 155.&lt;br /&gt;8. ASHERI, Michael. &lt;em&gt;O judaísmo vivo&lt;/em&gt;. Rio de Janeiro: Imago Editora, 1987, 134-35.&lt;br /&gt;9. ORTNER, Sherry. 1974, p. 69-70. &lt;em&gt;Apud&lt;/em&gt; “Diferentes Evas” In: BOYARIN, Daniel. &lt;em&gt;Israel carnal: lendo o sexo na cultura talmúdica&lt;/em&gt;. Trad. André Cardoso. Rio de Janeiro: Imago, 1994, p. 117-118.&lt;br /&gt;10. &lt;em&gt;Talmude &lt;/em&gt;[heb. &lt;em&gt;Talmúd&lt;/em&gt; 'estudo, ensino, doutrina', der. da raiz heb. &lt;em&gt;lamád&lt;/em&gt; 'estudar, aprender', e uma abreviatura de &lt;em&gt;Talmud Torá&lt;/em&gt; (estudo da Torá)]: é um dos livros básicos da religião judaica, contém a lei oral, a doutrina, a moral e as tradições dos judeus. Surgido da necessidade de complementar a Torá, foi editado em aramaico como um extenso comentário sobre seções da &lt;em&gt;Mixná&lt;/em&gt;, reunindo textos do século III até o século V. In: &lt;em&gt;Novo Dicionário Aurélio Século XXI&lt;/em&gt;, 2002, verbete “talmude”.&lt;br /&gt;11. “A cultura deve a sua existência às condições sociais da qual ela é o produto, e sua inteligibilidade à coerência e às funções de estrutura de relações significantes que a constituem”. BOURDIER, Pierre. O mercado de bens simbólicos. In: MICELE (Org.) &lt;em&gt;A economia das trocas simbólicas&lt;/em&gt;. São Paulo: Perspectiva, 1974.&lt;br /&gt;12. TOPEL, Marta F. Feminismo e feminilidade: algumas interpretações sobre o papel da mulher na tradição judaica. In: Simpósio &lt;em&gt;Nacional de História das Religiões&lt;/em&gt;, p. 2-3.&lt;br /&gt;13. “&lt;em&gt;Que as mulheres ocupem o lugar da inocência ou do pecado, da castração ou da onipotência, da sexualidade desenfreada e ameaçadora ou de uma vocação ‘natural’ ao pudor e à castidade (conforme a proposta de Rousseau para a educação das moças), depende, em última instância, das ‘práticas falantes’, que por sua vez correspondem a tentativas de responder a deslocamentos ocorridos na sociedade ao longo do tempo — os quais, estes sim, escapam ao controle das vontades dos sujeitos&lt;/em&gt;”. In: KEHL, Maria Rita. &lt;em&gt;Deslocamentos do feminino: a mulher freudiana na passagem para a modernidade&lt;/em&gt;. Rio de Janeiro: Imago, 1998, p. 29.&lt;br /&gt;14. OSTRIKER, Alicia. O pai aleitador. In: BUCHMANN, Cristina. &amp;amp; SPIEGEL, Celina. (Orgs.) &lt;em&gt;Fora do jardim: mulheres escrevem sobre a Bíblia&lt;/em&gt;. Rio de Janeiro: Imago, 1995, p. 64-5.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3542655961763439338-755714265309331605?l=clinicadotexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clinicadotexto.blogspot.com/feeds/755714265309331605/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=3542655961763439338&amp;postID=755714265309331605' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3542655961763439338/posts/default/755714265309331605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3542655961763439338/posts/default/755714265309331605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clinicadotexto.blogspot.com/2008/03/do-gnesis-ao-gnero-um-pote-at-aqui-de.html' title='DO GÊNESIS AO GÊNERO: UM POTE ATÉ AQUI DE MÁGOAS'/><author><name>Clínica do Texto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10666775647648713794</uri><email>clinicadotexto@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11768764581462577433'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3542655961763439338.post-150680840210624841</id><published>2008-02-20T08:21:00.000-08:00</published><updated>2008-02-27T11:43:57.911-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inclusão digital'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='biblioteca'/><title type='text'>EDUCAÇÃO BRASILEIRA E A INCLUSÃO DIGITAL EM BIBLIOTECAS</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Nenhum rastro de minha primeira educação: essa multidão de preconceitos, sugados, por assim dizer, com o leite, cedo desapareceu à divina claridade da filosofia. Essa substância mole e tenra, sobre a qual o lacre do erro tão bem se gravara, hoje rasa, não conservou vestígios nem dos meus colegas, nem dos meus professores. Tive a coragem de esquecer o que tivera a fraqueza de aprender; tudo está riscado, tudo apagado, tudo extirpado até a raiz&lt;/em&gt;. (LA METTRIE. Système d'Epicure. In: &lt;em&gt;Oeuvres philosophiques&lt;/em&gt;. Paris: Fayard, 1984, v. 1, p. 375)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A trava da ignorância é uma forma de colonização da inteligência e da sensibilidade que embota a emoção e a vontade de viver. Bem mais perverso, pois, é o modo de expropriação do pensamento que apaga da vida a chama, subtraindo os jovens da escola (desinteressante) e excluindo-os de sua própria História. Para colaborar, bibliotecas são fechadas na capital paulistana, enquanto o analfabetismo funcional dos brasileiros atinge níveis alarmantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais nefasto desastre causado à existência de nosso povo, não foi apenas o promovido pela escravidão, o látego e a sífilis (†), com respectivo extermínio físico da língua nativa e de seus falantes, mas algo mais sutil; não apenas o genocídio sumário da carne e dos afetos desordenados, mas do pensamento, da emoção e da vontade, apagando de sua vida os desejos, o passado e os antepassados, até ser subtraído da própria História. Manipulado e submisso, ou ficou de fora ou serviu de montaria para as retóricas e ideologias, permanecendo na escuridão da ignorância, sem história, sem passado. Ignorado e ignorante – sem acesso à educação, nem ao saber –, sua leitura de mundo se viu aprisionada a preceitos morais, vetada e limitada pela visão de mundo autoritária do colonizador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se passa impunemente por quinhentos anos de analfabetismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil chegou à independência sem projeto educacional capaz de superar as fissuras da deculturação jesuítica que, via catequese nas tabas, prefixara o “caminho da salvação” pela propagação da fé, negação do corpo e expiação dos pecados. De instrumento para civilizar os bárbaros, a “escola” passou a ser espaço de “inclusão” das populações residuais da nossa história, sob a tutela do Estado. De lá para cá, confinado à mera transmissão de conteúdos, exames e outras exigências inibidoras da aventura de ler e conhecer o mundo, esse modelo oco “quem não reproduz é reprovado” fez da escola um espaço “desinteressante”!&lt;br /&gt;Educar é preparar para o imprevisível. Salvo “portos seguros” onde a biblioteca escolar funciona como espaço aberto a experiências criativas e vividas de uso da informação, em que educadores e bibliotecários atuam como partícipes no desenvolvimento de competências informacionais e do apreço pelo ato de ler, o modelo convencional de ensino tem sido a mais pródiga fábrica de medíocres em informação. Dados à estampa, são flagrantes baixos índices de rendimento e deficiências de aprendizado, traduzidos em apatia social por total “perda de interesse”, um cenário funesto que remonta ao colonialismo sociocultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A novidade é a “inclusão digital” que promete acesso universal e democrático à informação, mas cada vez que se universaliza um bem, entrega-se um produto deteriorado, como se pobre não tivesse direito a produtos de qualidade razoável. Penso que a direção mais promissora à mudança qualitativa é a aprendizagem cooperativa (por projetos, oficinas, desafios ou problemas), com a possibilidade de soluções práticas para os problemas de aprendizado digital e saber em fluxo, uso de software livre etc. Educandos suportam cada vez menos acompanhar cursos uniformes que não correspondem às necessidades e à especificidade de seus trajetos de vida. E o veto cognitivo impede-os de integrar-se à cultura, de assimilar, processar e produzir novos valores. Incapaz de pensar, criar e organizar formas mais justas e dinâmicas de produção e distribuição do saber, o jovem rende-se facilmente à violência e às drogas, ou serve de montaria para ideologias míopes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Micros a mancheias não bastam! As políticas educacionais vicárias, em doses de mandato, resultam inócuas. Costumam desdenhar a importância das bibliotecas, ora desconhecendo ora anulando intencionalmente, tratando-as como apêndice deteriorado de uma educação forjada na e pela ignorância. Biblioteca escolar é para ser vivida como espaço de aprendizagem. Se não for vivida, embora dadivosa na oferta de saber coletivo, perde a sua função.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem as habilidades necessárias para mover-se na algaravia informacional, como encontrar o que realmente satisfaz a busca? Quem não sabe o que procura, não reconhece quando acha! Ora, ignorar o papel da biblioteca escolar, e não integrá-la à prática educacional, impede igualmente que o bibliotecário cumpra missão maiúscula: formar jovens pensadores críticos, propensos a tomar decisões mais inteligentes e socialmente responsáveis. Sendo capaz de tornar perfeitamente acháveis os livros como os seres, alimpando as escolhas de toda suja confusão, atua como um filtro na torrente difusa de informações, ordenando a desordem, incitando a produção cooperativa e o intercâmbio de novos saberes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sociedade pune quem a trata com desdém. Há demanda por mudança, mas faltam iniciativas estratégicas que visem à promoção da inclusão social, e não só digital. Sem a vivência cultural da biblioteca escolar aliada às competências para aprender a se informar, o poder público pode até “zerar estatísticas”, a despeito dos que se mantêm à margem do pensar e do saber, mas, assim, deixamos apenas de ser “ignorantes” em nível local para sermos “ignorantes” na aldeia global.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, desastre mais nefasto certamente não há... Seria, sim, o fim da picada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;NOTA _____________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;† Trazida nas naus, a sífilis, também conhecida como "mal-de-cristãos", foi a mais cruel e devastadora das epidemias e dizimou uma turba de índios; inevitavelmente, a população nativa – indene e debilitada – não resistiu a este golpe físico. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Divulgado por Edison Luís dos Santos; publicado originalmente em Infohome (02/07/2007).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Disponível em: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.ofaj.com.br/textos_conteudo.php?cod=144"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://www.ofaj.com.br/textos_conteudo.php?cod=144&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3542655961763439338-150680840210624841?l=clinicadotexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clinicadotexto.blogspot.com/feeds/150680840210624841/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=3542655961763439338&amp;postID=150680840210624841' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3542655961763439338/posts/default/150680840210624841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3542655961763439338/posts/default/150680840210624841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clinicadotexto.blogspot.com/2008/02/educao-brasileira-e-incluso-digital-em.html' title='EDUCAÇÃO BRASILEIRA E A INCLUSÃO DIGITAL EM BIBLIOTECAS'/><author><name>Clínica do Texto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10666775647648713794</uri><email>clinicadotexto@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11768764581462577433'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry></feed>